Cardeais influentes apoiariam arcebispo de São Paulo para vaga de novo papa, diz jornal italiano

Cardeais influentes apoiariam arcebispo de São Paulo para vaga de novo papa, diz jornal italiano

Os cardeais começaram nesta segunda-feira no Vaticano suas primeiras reuniões preparatórias para o conclave

O nome do arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, estaria ganhando força como candidato a se tornar o novo papa, de acordo com reportagem publicada pelo boletim Vatican Insider, do jornal italiano "La Stampa".

Segundo o texto, alguns dos cardeais mais influentes da Cúria Romana, entre eles os italianos Angelo Sodano, decano do Colégio de Cardeais, e Giovanni Battista Re, que presidirá o conclave para a eleição do próximo papa.

O Vatican Insider diz que fontes bem informadas de dentro e de fora do Vaticano afirmam que o grupo de cardeais influentes estaria trabalhando para possivelmente eleger o primeiro papa latino-americano, acompanhado por um secretário de Estado italiano ou argentino de origem italiana.

Os cardeais começaram nesta segunda-feira no Vaticano suas primeiras reuniões preparatórias para o conclave, previsto para começar por volta do dia 11 de março.

Segundo a reportagem, o nome de Odilo Scherer, de 63 anos, tem circulado como possível sucessor por já ter trabalhado entre 1994 e 2001 no Vaticano, na Congregação para os Bispos, onde trabalhou ao lado do cardeal Re.

Além disso, observa o texto, Scherer é "um prelado latino-americano muito respeitado, de origem alemã" e "um homem de estilo moderado e menos latino, que fala bem o italiano".

Segundo o Vatican Insider, os apoiadores do arcebispo de São Paulo também imporiam a nomeação do secretário de Estado, o segundo posto na hierarquia do Vaticano. Caso essa configuração seja realmente estabelecida, os nomes mais cotados para o cargo seriam os do cardeal italiano Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero, ou do cardeal argentino Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais.

A ideia de escolher ao mesmo tempo o papa e influenciar a escolha do secretário de Estado já teria ocorrido no passado, em 1958, durante o conclave que elegeu o cardeal Angelo Roncalli como papa. Ao assumir o trono e adotar o nome de João 23, ele teria seguido a exigência de nomear o monsenhor Domenico Tardini para o posto

Fonte: UOL