Casal acha restos de pombo espião com mensagem da II Guerra

Casal acha restos de pombo espião com mensagem da II Guerra

Animal foi usado para espionagem há quase 70 anos; especialistas ainda não conseguiram decifrar código.

Um casal britânico encontrou em sua chaminé os restos de um pombo-correio que foi usado durante a Segunda Guerra Mundial para transportar mensagens secretas.

David Martin, da pequena cidade de Blethingley, no sudeste da Inglaterra, estava limpando sua chaminé, quando encontrou o resto da pata de um pombo.

"Eu estava tirando lixo e mais lixo da chaminé, quando começaram a surgir diversos ossos de pombos", disse Martin à BBC.

"Depois de enchermos algumas sacolas de lixo, finalmente surgiu um osso com uma cápsula vermelha acoplada, e com uma mensagem dentro. É inacreditável."

A esposa de David, Ann, diz que a sensação era como se o casal tivesse "ganhado um presente de Natal".

Código secreto

Durante a Segunda Guerra, o SOE - departamento de espionagem do governo britânico - usou mais de 250 mil pombos correios, já que eles eram vistos como o método mais eficiente e seguro de transmissão de mensagens.


Casal acha restos de pombo espião e mensagem da Segunda Guerra

Cada pombo portava também um número de registro, mas no caso dos restos achados por David nenhum número foi achado. Mas a cápsula vermelha do tamanho de um cigarro é exatamente a mesma usada pelo SOE durante a guerra.

A mensagem achada na cápsula está cifrada. Há apenas 27 sequências de cinco letras escritas a mão, como "HYPKD" e "DJHFP" e uma assinatura: "Sargento W. Stot".

Uma associação britânica dedicada à proteção de pombos especula que o animal talvez tenha se perdido no trajeto, devido ao mau tempo, ou cansado da longa viagem pelo Canal da Mancha.

Especialistas acreditam que o pombo estava a caminho de Bletchley Park, a cerca de 130 km da casa de David Martin, onde havia uma base especial de operações da SOE. O ponto de partida teria sido a França, no ano de 1944.

Eles tentaram decifrar as mensagens, mas não conseguiram.

A mensagem foi repassada a uma base de comunicação mais moderna, em Cheltenham, onde outros analistas tentarão novamente decifrar o código.

Fonte: G1