Cidade natal de Kadhafi teria sido tomada por rebeldes

Cidade havia sido atacada por aviões da coalizão internacional, no domingo.

Uma liderança rebelde da Líbia afirmou que a cidade natal de Muammar Kadhafi, Sirte, foi tomada por rebeldes, nesta segunda-feira (28). A informação, no entanto, não foi confirmada por fontes independentes.

"Está confirmado que Sirte está nas mãos dos pró-democratas" disse o porta-voz dos rebeldes Shamsiddin Abdulmolah, segundo a agência de notícias Reuters. O país vive uma luta entre as forças do ditador Kadhafi, há 42 anos no poder, e rebeldes da oposição. Uma coalizão internacional atua há uma semana na região, cumprindo uma resolução da ONU para impedir a morte de civis contrários ao regime.

No domingo (27), a cidade natal do ditador foi atacada por aviões da coalizão internacional formada contra as forças de Kadhafi. O ataque rompeu um importante obstáculo para a chegada dos rebeldes a Trípoli, capital da Líbia.

Sirte é estrategicamente importante porque o aeroporto civil, ao sul da cidade, aparenta ser uma grande base aérea militar. Imagens de satélite mostram que há cerca de 50 galpões de concreto armado, do tipo normalmente utilizado para guardar caças.

Cidades tomadas

Segundo Abdulmolah, os rebeldes não encontraram muita resistência ao tomar Sirte, nesta segunda. Em Benghazi, tiros foram ouvidos em comemoração à notícia sobre a tomada.

Forças leais a Kadhafi lutaram com rebeldes no centro de Misrata, no domingo (27). Os insurgentes reconquistaram o porto petroleiro de Ras Lanuf e a localidade de Ben Jawad, no leste do país. Eles anunciaram que pretendem retomar as exportações de petróleo em breve.

Até domingo, já eram controladas pelos rebeldes as cidades de Benghazi, Ajdabiyah, Brega e Misrata.



Otan assume

A Otan assumirá o comando de todas as operações militares na Líbia, anunciou neste domingo um dirigente da Aliança Atlântica ao término de uma reunião dos 28 embaixadores de seus países-membros em Bruxelas.

"A Otan decidiu hoje (domingo) implementar todos os aspectos da resolução 1973 da ONU para proteger os civis e as zonas povoadas de civis, ameaçados por ataques por parte do regime do coronel Kadhafi", declarou um representante da Otan que não quis ser identificado, de acordo com informações da agência France Presse.

A Otan já havia concordado na quinta-feira assumir a manutenção da zona de exclusão aérea e controlar com uma operação naval a aplicação do embargo de armas, também em conformidade com o mandato das Nações Unidas.

Até agora, o controle da zona de exclusão aérea e a proteção da população civil estavam a cargo de uma coalizão de voluntários liderados por França, Grã-Bretanha e Estados Unidos. O tenente-general Charles Bouchard, da Força Aérea Canadense, será responsável pelas operações da Otan na Líbia, informa a agência Efe. Bouchard é atualmente o vice-chefe do Comando Conjunto Aliado de Nápoles (Itália), onde as ações são dirigidas no país norte Africano.

Fonte: g1, www.g1.com.br