Conclave para escolher o novo papa deve ser dia 10 de março

É o que informa Robert Moynihan, editor de "Inside the Vatican".

A mais provável data para o início do conclave que elegerá o sucessor de Bento 16 passou a ser 10 de março.

É o que informa Robert Moynihan, editor de "Inside the Vatican", considerada a mais bem informada revista católica do mundo em assuntos do Vaticano.



A data faz todo o sentido, se se considerar que o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, adiantara que uma antecipação era viável desde que todos os 117 cardeais eleitores já estivessem em Roma até o fim do mês.

Há muitos motivos para que essa presença maciça ocorra até o dia 28, a data em que o papa se despede dos cardeais e, às 17h (13h em Brasília), toma o helicóptero que o levará a Castel Gandolfo, usualmente a residência de verão dos papas.

Primeiro, começou ontem uma série de meditações diárias, que irão até dia 23, das quais participará o próprio papa. Os especialistas dizem que esses encontros servem para apontar os rumos desejados para a igreja pelo papa e por pelo menos um dos "papabili", Gianfranco Ravasi, que conduz as meditações.

Aliás, "Vatican Insider", boletim do jornal "La Stampa", anunciou ontem que o cardeal Tarcisio Bertone, o segundo na hierarquia do Vaticano, designou Ravasi como seu candidato a papa.

É natural que os cardeais queiram participar de pelo menos parte das meditações.

Segundo e principal ponto: todos os cardeais, eleitores ou não, hão de querer se despedir do papa tanto na cerimônia pública do dia 27, como na particular do dia 28.

Se todos os cardeais estarão em Roma, como parece provável, e se não há, desta vez, a necessidade de observar nove dias de luto pela morte do pontífice, como aconteceu na eleição anterior, o Vaticano pode mudar a regra que manda observar um mínimo de 15 e um máximo de 20 dias como "sede vacante" --ou seja, sem um papa no comando. A "sede vacante" começa dia 28.

O risco da antecipação é abreviar o período de consultas prévias para filtrar os "papabili". Se os cardeais entrarem para o conclave sem algum consenso prévio, a escolha pode se alongar demais --e deixar ainda mais exposta a divisão da igreja.

Fonte: Folha