Guerra entre al-Qaeda e soldados deixa mais de 100 mortos; Iêmen

Guerra entre al-Qaeda e soldados deixa mais de 100 mortos; Iêmen

O sul do país, local dos confrontos, é um território instável perto das rotas de transporte de petróleo pelo Mar Vermelho

O número de soldados mortos em confrontos com combatentes da al-Qaeda subiu para 78 nesta segunda-feira (5), no Iêmen, segundo fontes médicas e militares. Dezenas de soldados estão feridos, segundo o exército iemenita.

As ações começaram no sábado (3) por meio de atentados suicidas e seguiram com a tentativa do grupo terrorista de conquistar posições do exército do Iêmen, segundo fontes oficiais. De acordo com autoridade do exército, cerca de 25 militantes muçulmanos morreram.

A campanha contra a al Qaeda é uma das principais exigências feitas ao novo líder do Iêmen, Abd-Rabbu Mansour Hadi, por Washington, que apoiou a sua sucessão e vem travando sua própria campanha de assassinatos por ataques aéreos de aviões não tripulados contra supostos membros do grupo terrorista.

O sul do país, local dos confrontos, é um território instável perto das rotas de transporte de petróleo pelo Mar Vermelho. Moradores e autoridades locais disseram que carros explodiram perto de postos militares nas entradas sul e oeste da cidade de Zinjibar, perto do Golfo de Aden.

O Exército do Iêmen enviou reforços para Zinjibar após as explosões. Médicos de um hospital militar em Aden disseram que os corpos dos soldados foram levados para lá e que havia dezenas de outros feridos. Eles disseram também que o número de vítimas fatais provavelmente aumentará.

Os ataques enfatizam os desafios que o presidente Hadi está enfrentando, enquanto tenta estabilizar o Iêmen, depois de um ano de protestos contra o seu antecessor, Ali Abdullah Saleh e desavenças entre os militares, que deixaram o Iêmen à beira da guerra civil.

Os meses de protestos contra Saleh enfraqueceram o controle do governo central sobre vastas áreas do Iêmen e beneficiaram os militantes ligados à al Qaeda, principalmente um grupo chamado Ansar al-Sharia, que expandiu sua presença no sul.

Uma mensagem de texto supostamente enviada pelo grupo dizia que eles tinham usado carros-bomba para começar os ataques de domingo. Ansar al-Sharia disse que matou mais de 50 soldados, capturou dezenas de outros e que apreendeu armas e equipamentos, incluindo um tanque e um canhão antiaéreo.

Zinjibar tem sido palco de constantes confrontos entre o Exército e os combatentes islâmicos, que tomaram a cidade durante vários meses no ano passado. O governo disse em setembro que havia "libertado" Zinjibar das mãos dos militantes, mas os confrontos continuaram.

Fonte: G1