Dia do "Amor Eterno" provoca onda de casamentos na China

Dia do "Amor Eterno" provoca onda de casamentos na China

A data 4/1/2013, em mandarim, soa como "eu te amarei por toda a minha vida".

Milhares de casais chineses lotaram os cartórios do país nesta sexta-feira (4) para oficializar sua união, na expectativa de que a data lhes traga sorte.

A corrida desenfreada foi motivada porque, em mandarim, o dia 4 de janeiro de 2013 tem um som parecido com o da frase "Eu te amarei por toda a minha vida".

Estima-se que pelo menos 10 mil casais deverão trocar alianças na capital chinesa, Pequim.

Uma iniciativa similar ocorreu no dia 12 de dezembro de 2012, devido à superstição dos números iguais.

Na ocasião, muitos casais acreditaram que a data lhes traria sorte no amor, além de também ter um som parecido ao da frase "te amarei" em mandarim, informou a Xinhua, agência de notícias estatal chinesa, em dezembro.

Segundo o governo da China, os cartórios contarão com uma equipe extra para atender à grande demanda de matrimônios.

A superstição é tamanha que esta sexta-feira já foi apelidada de "Dia do Amor Eterno" no país.

Casais na província de Hainan, no sul do país, enfrentaram o mau tempo e enfileiraram-se sob a chuva pela chance de poder dizer "Eu aceito".

Os casamentos representam um negócio multibilionário na China. Todos os anos, são cerca de 10 milhões de matrimônios no país.

Casamentos olímpicos

A combinação de números tem um papel importante no imaginário coletivo chinês. O número oito, que possui um som semelhante ao da palavra "prosperidade", é considerado particularmente auspicioso, disse a repórter da BBC na China Viv Marsh.

As Olimpíadas de Pequim, por exemplo, começaram no oitavo dia do oitavo mês de 2008.

Como resultado, houve uma onda de casamentos no país no mesmo dia.

Números de telefone e placas de carro contendo o número oito também são carregadas de superstição e, por essa razão, bastante populares.

O número quatro, por outro lado, traz mau agouro porque sua pronúncia é similar à da palavra "morte" em mandarim.

Neste sentido, muitos edifícios na China não têm o quarto ou o 14º andar.

Fonte: G1