Dois milhões de eleitores podem ser impedidos de votar na Ucrânia

Dois milhões de eleitores podem ser impedidos de votar na Ucrânia

Região é palco de insurreição armada de rebeldes pró-russos. Ucrânia marcou para o dia 25 de maio eleições presidenciais.

Dois milhões de eleitores do leste da Ucrânia, palco de uma insurreição armada de rebeldes pró-russos, podem não conseguir votar nas eleições presidenciais de 25 de maio se o governo não garantir sua segurança, advertiu neste sábado (17) a Comissão Eleitoral.

A Comissão se preocupa em um comunicado com a impossibilidade de preparar e organizar esta eleição crucial devido a "ações ilegais de desconhecidos".

É uma forma de falar da presença de separatistas armados pró-russos nas regiões de Donetsk e Lugansk, que proclamaram no dia 13 de maio sua soberania após referendos de independência considerados ilegais pela comunidade internacional e pelo governo de Kiev.

No total, segundo um balanço da AFP baseado em números de eleitores registrados, mais de 970 mil eleitores da região de Donetsk e mais de 940 mil de Lugansk podem, por isso, ser impedidos de votar.

No total, 36 milhões de ucranianos foram convocados às urnas no dia 25 de maio.

A Comissão lamenta em Kiev a rejeição em agir ou a falta de reação da polícia e dos serviços de segurança quando os funcionários se queixam dos atos dos separatistas.

O organismo convocou o presidente interino da Ucrânia, Olexander Turchynov, a adotar "medidas para garantir a segurança durante todo o processo eleitoral" nos colégios eleitorais e nas comissões eleitorais locais.

Legitimidade

Moscou questionou neste sábado (17) a legitimidade das eleições presidenciais previstas para o dia 25 de maio na Ucrânia, enquanto prosseguem os combates entre nacionalistas e pró-russos no leste do país.

"Eleições realizadas em meio ao fragor das armas podem cumprir com as normas democráticas do processo eleitoral?", se perguntou o ministério das Relações Exteriores em um comunicado, no qual convoca as autoridades de Kiev a "parar imediatamente as operações militares" no sudeste do país.

Fonte: G1