EUA fazem imposições sobre novas sanções econômicas contra Rússia

Obama acrescentou que está guardando medidas mais amplas contra a economia da Rússia.


EUA impõem novas sanções econômicas contra Rússia

Obama está em visita oficial às Filipinas

Os Estados Unidos congelaram ativos e proibiram a obtenção de vistos para sete cidadãos russos próximos ao presidente Vladimir Putin nesta segunda-feira, 28, e impuseram sanções a 17 empresas ligadas a ele em represália pelas ações de Moscou na Ucrânia.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que as medidas, que ampliam as ações tomadas quando a Rússia anexou a Crimeia, no mês passado, têm o objetivo de impedir Putin de fomentar a rebelião no leste ucraniano. Obama acrescentou que está guardando medidas mais amplas contra a economia da Rússia.

Entre os sancionados estão Igor Sechin, chefe da empresa de energia estatal Rosneft, e o vice-primeiro-ministro, Dmitry Kozak.

A União Europeia, que tem mais a perder do que Washington com as sanções contra a Rússia, um dos principais fornecedores de energia e parceiro comercial do bloco, também deve anunciar novas penalidades após governos dos países membros chegarem a um acordo preliminar, disseram diplomatas.

Os EUA vão negar licenças de exportação de todos os itens de alta tecnologia que possam contribuir para a capacidade militar russa e vão revogar as licenças de exportação existentes que atendam a essas condições, informou a Casa Branca.

Essa é a terceira rodada de sanções que Washington impõe aos russos. Todas as sanções tiveram como alvos pessoas e empresas. "O envolvimento da Rússia na recente onda de violência no leste da Ucrânia é indiscutível", disse um comunicado da Casa Branca.

Nas Filipinas, onde está em viagem, Obama afirmou: "O objetivo não é ir atrás de Putin pessoalmente. O objetivo é mudar os seus cálculos no que diz respeito à forma como as ações em curso, das quais ele está participando na Ucrânia, podem ter um impacto negativo sobre a economia russa no longo prazo."

As sanções não conseguiram deter Putin até o momento. Moscou insiste que uma rebelião entre russófonos do leste é uma resposta interna a um golpe e nega manter forças russas no território.

No leste da Ucrânia nesta segunda-feira, os separatistas pró-Rússia não deram sinais de abandonar a revolta, invadindo edifícios públicos em outra cidade, Kostyantynivka. O prefeito da cidade de Kharkiv, a segunda maior da Ucrânia, foi baleado enquanto andava de bicicleta.

A Alemanha exigiu nesta segunda que a Rússia intervenha para garantir a libertação de sete monitores militares europeus desarmados, incluindo quatro alemães, que foram detidos pelos separatistas na sexta-feira 25.

Guerra Fria. A Rússia criticou a nova rodada de sanções dos EUA dizendo que as medidas são ilegítimas, não civilizadas e que as restrições de Washington às exportações de alta tecnologia da Rússia marcam um retorno às práticas da Guerra Fria.

"Nós condenamos firmemente a série de medidas anunciada na tentativa de colocar pressão com sanções sobre Moscou", disse o vice-chanceler Sergei Ryabkov. "Sanções extraterritoriais unilaterais são, por natureza, ilegítimas. Elas não apenas falham em corresponder às normas de interação civilizada entre Estados, elas contradizem as exigências do direito internacional."

Fonte: oestadão