EUA investigam militar por piadas de mau gosto na web

O capitão Owen Honors, 49 anos, faz caretas em vídeos divulgados

A Marinha dos Estados Unidos anunciou que investiga a produção de vídeos com teor sexual em um porta-aviões da instituição, depois que um jornal do país divulgou as gravações. Os vídeos, aparentemente feitos em 2006 e 2007, exibem linguagem ofensiva a gays, uma simulação de masturbação e mulheres que fingem tomar banho juntas.

O personagem principal dos vídeos é o capitão Owen Honors, 49 anos, hoje comandante do porta-aviões USS Enterprise, baseado na cidade de Norfolk, no Estado da Virgínia. Nas gravações, divulgadas pelo jornal The Virginian-Pilot no fim de semana, Honors se dirige à câmera como se pretendesse entreter a tripulação. À época, o capitão ocupava o segundo posto na hierarquia de comando do porta-aviões.

Queixas

Na introdução do vídeo, Honors diz ter recebido queixas sobre o conteúdo dos filmes. "Ao longo dos anos, recebi muitas reclamações sobre material inapropriado nesses vídeos, nunca pessoalmente, mas, covardemente, por meio de outros canais", diz ele. No vídeo, Honors apresenta uma cena em que duas marinheiras fingem tomar banho juntas, dizendo que "garotas no chuveiro" é seu "tema favorito".



Em outra cena, marinheiros vestidos de mulher fingem se masturbar. Segundo o Virginan-Pilot, os vídeos foram gravados em 2006 e 2007, quando o porta-aviões apoiava operações militares americanas no Oriente Médio. O jornal diz que eles eram assistidos pelos cerca de 6 mil tripulantes da embarcação uma vez por semana, em TVs de circuito interno.

Investigação

Em entrevista à TV americana ABC, Carey Lohrenz, uma oficial da reserva da Marinha, qualificou os vídeos de "infelizes". "Gostaria de acreditar que pessoas responsáveis pela liderança da Marinha não fariam vídeos como esse. Mas acho importante lembrar que isso (vídeo) está sendo tirado, em certa medida, do contexto", afirmou.

Em comunicado à imprensa, um porta-voz da corporação confirmou a autenticidade dos vídeos e disse que eles eram "inapropriados". "A produção de vídeos, como os produzidos quatro e cinco anos atrás no USS Enterprise e que agora estão sendo descritos no Virginian-Pilot, não eram aceitáveis à época e não são aceitáveis na Marinha de hoje", disse.

Segundo a nota, o vice-almirante Daniel Holloway, que à época liderava a frota a que o USS Enterprise pertence, soube dos vídeos e ordenou que não fossem mais produzidos. A Marinha diz que está investigando se o capitão Honors recebeu alguma punição na ocasião.

Fonte: Terra, www.terra.com.br