Gêmeas siamesas conseguem ver através dos olhos da outra

Gêmeas siamesas conseguem ver através dos olhos da outra

Desde que nasceram, as garotas siamesas recebem cuidados médicos constantes

As gêmeas Krista e Tatiana, de 4 anos, tem corpos distintos mas compartilham o mesmo cérebro. E para surpresa de médicos do mundo todo, as meninas conseguem ver através dos olhos uma da outra e "ouvir" os pensamentos da mesma forma. Isso porque a parte do cérebro que envia as sensações físicas e motoras é a mesma para ambas. Desde que nasceram, as garotas siamesas recebem cuidados médicos constantes. Segundo o neurocirurgião pediátrico que cuida delas, Doug Cochrane, uma gêmea pode ver o que a outra vê porque recebe os impulsos eletrônicos da retina da gêmea oposta.

A mãe das garotas, Felicia Simms, disse ao jornal britânico Daily Mail que quando uma delas se machuca, a outra pode sentir também. ?Se dou bronca em uma, a outra chora?, afirmou a mulher. Para a mãe, é incrível ver como as meninas agem. ?Na hora de brincar, uma delas pode pegar um objeto sem saber onde ele estava porque a outra menina já tinha visto. É impressionante?, contou a mulher. Ela soube que as gêmeas eram siamesas aos 5 meses de gravidez. ?Daquele momento em diante, prometi que daria o meu melhor a elas?, afirmou Felícia. O parto de Krista e Tatiana foi uma cesárea e juntas elas pesavam pouco mais de 3 quilos.

A mãe das garotas, que também tem mais três filhos, contou ao jornal que já chegou a receber mensagens de ódio desde que as gêmeas nasceram. ?Eram cartas anônimas que diziam que eu não deveria ter dado à luz a elas. Nunca liguei muito para isso.? Apesar da condição, as meninas têm uma vida saudável, mas precisam de alguns objetos adaptados para elas. O carrinho, por exemplo, tem o assento mais largo para que as duas possam sentar juntas. Segundo a mãe, Krista é mais ?mandona?, enquanto Tatiana é descontraída.

A situação das meninas é muito rara, somente oito casos de siameses que se juntam pelo cérebro foram documentados até hoje ? deles, apenas três sobreviveram ao parto. Separá-las está fora de cogitação: qualquer tentativa de dividir o cérebro pode ser fatal para uma delas ou para ambas.

Fonte: Globo, www.globo.com