Irmão de atirador francês é levado a Paris para interrogatório

Massacre levantou questões de segurança nacional a 4 semanas da eleição

O irmão do militante que matou sete pessoas em Toulouse, na França, foi transferido para Paris neste sábado (24) para novo interrogatório. Uma fonte da polícia revelou que ele disse se sentir "orgulhoso" das matanças promovidas pelo irmão, morto num tiroteio com a polícia francesa.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, convocou ministros e chefes de polícia para uma reunião neste sábado para discutir as consequências do massacre perpetrado por Mohamed Merah, de 23 anos, que agiu inspirado na rede al-Qaeda. A matança levantou sérias questões de segurança nacional a apenas quatro semanas da eleição presidencial francesa.

Sarkozy tem pela frente a batalha pela reeleição e seu chefe de inteligência procurou se desvencilhar de perguntas da imprensa sobre o modo como foi conduzido o caso na cidade de Toulouse, sudoeste do país.

Interrogatório

Abdelkader Merah, irmão mais velho de Mohamed, que morreu numa saraivada de disparos da polícia na quinta-feira (22), foi levado de carro de um quartel da polícia em Toulouse para a capital, com sua mulher, disseram fontes do Judiciário.

Ambos foram presos na terça-feira (20) quando os negociadores procuraram sua ajuda para tentar persuadir Mohamed Merah a se entregar. A mãe deles, também detida naquele dia, provavelmente será libertada mais tarde neste sábado, segundo a mesma fonte.

Mohamed Merah foi morto por um atirador da polícia depois de um confronto que pôs fim a mais de 30 horas de cerco a seu apartamento em Toulouse, durante o qual ele admitiu ter matado três crianças judias, um rabino e três soldados, em três ataques separados.

Abdelkader Merah e sua mulher, cujo nome não foi divulgado, foram transferidos para um centro de detenção da agência interna de inteligência, em Paris, e pedirão a um juiz que decida se há base para abrir um procedimento legal sobre uma possível ligação deles com os ataques de Mohamed Merah, informou uma outra fonte.

Fonte: G1