Irmãs gêmeas argentinas se conhecem após 50 anos

Separadas no nascimento, Mirta Santos e María Fernández não sabiam da existência uma da outra.



Duas irmãs gêmeas argentinas separadas no nascimento e criadas por famílias adotivas sem saber da existência uma da outra, se reencontraram aos 50 anos de idade graças a um programa de TV.

Mirta Santos e María Dolores Fernández cresceram em cidades afastadas, a primeira na cidade de Neuquém, na Patagônia, e a outra na província de Buenos Aires.

Ambas acabaram descobrindo que eram adotadas e passaram a buscar mais informações sobre sua família biológica.

Mirta soube que tinha uma irmão gêmea através da mãe adotiva, que lhe contou isso pouco antes de morrer.

"Eu tive filhos gêmeos e desconfiei que poderia ter uma irmã gêmea, já que os médicos dizem que é congênito", disse Mirta à rádio Cadena 3, de Córdoba.

Já María Dolores ficou sabendo de que tinha uma irmã por conta própria. "Sempre suspeitei que era adotada. Um dia peguei minha certidão de nascimento e procurei as testemunhas de meu registro em cartório. Descobri que eu tinha uma irmã gêmea", disse ela.

As duas acabaram se encontrando graças a uma aparição em um programa de TV. Mirta tinha participado de um programa, dizendo que procurava uma possível irmã gêmea.

"Uma amiga da minha filha disse que viu uma mulher parecida comigo na TV. Fui atrás das imagens e quando a vi parecia que era eu mesma na tela da televisão", disse María Dolores.

Férias

Na semana passada, as duas se encontraram e passaram férias com as respectivas famílias no lugar onde nasceram, Mina Clavero, em Córdoba.

As duas contaram que já se identificaram na primeira conversa telefônica, antes mesmo do primeiro encontro pessoalmente.

"Foi incrível ouvir a resposta de Mirta quando a perguntei se ela é feliz. E ela disse que sim e que não tem rancor porque foi adotada. Ao contrário, agradece aos que a adotaram. Eu também penso da mesma forma", disse María Dolores.

Mirta disse que elas são "iguais na forma de pensar e nos gestos", apesar de terem sido educadas em ambientes diferentes.

As duas afirmaram que o objetivo agora é conhecer sua mãe biológica, que tinha menos de vinte anos quando as entregou para adoção.

Hoje, afirmaram, ela teria cerca de 70 anos de idade. "Sabemos que a época, quando nascemos, era outra e por isso a entendemos e só queremos conhecê-la e poder abraçá-la", disse María.

As duas disseram ainda que vivem uma etapa de "lua de mel" e que conversam "sem parar" porque têm muito assunto "para colocar em dia".

Fonte: g1, www.g1.com.br