Kadhafi pode deixar o poder na Líbia, diz ministro Alain Juppé

A França foi o primeiro país a lançar ataques aéreos contra tropas leais a Gaddafi em março

Amplas discussões estão acontecendo com o objetivo de encerrar a guerra na Líbia, e "emissários" afirmam que o ditador Muammar Kadhafi está pronto para deixar o poder, disse o ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, nesta terça-feira (12).

"Todo mundo está em contato com todo mundo. O regime líbio está enviando mensageiros para todos os lugares, para a Turquia, Nova York, Paris", disse Juppé na rádio estatal France Info. "Emissários estão me dizendo que Kadhafi está pronto para sair. Vamos conversar sobre isso", acrescentou, sem afirmar quais são esses emissários.

O ministro da Defesa da França, Gerard Longuet, disse no fim de semana que os rebeldes líbios deveriam iniciar negociações diretas com os aliados de Kadhafi. Uma informação de que Paris estaria negociando com o líder líbio apontavam a crescente inquietação da França com o impasse.



Autoridades francesas negaram qualquer mudança de posição na segunda-feira e disseram que Paris meramente enviou mensagens a Trípoli por meio de intermediários o que deixa claro que o líder líbio tem de abandonar o poder e retirar suas tropas para permitir uma solução política.

"Existem contatos, mas não é uma negociação neste momento", disse Juppé nesta terça.

A França participa da campanha aérea da Otan, que opera com um mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) com o intuito de proteger civis. A França foi o primeiro país a lançar ataques aéreos contra tropas leais a Gaddafi em março.

Suíça em Benghazi

A Suíça vai enviar um diplomata a Benghazi, "capital" da rebelião líbia, com o objetivo de abrir uma representação do país, informou o ministério das Relações Exteriores, que destacou ainda que o Conselho Nacional de Transição (CNT) é o único interlocutor legítimo de Berna.

"A Suíça pretende reforçar sua presença na segunda cidade da Líbia e intensificar suas relações políticas com o CNT", afirma um comunicado do ministério.

Fonte: g1, www.g1.com.br