Lula telefona para Piñera e o parabeniza pelo resgate

Lula telefona para Piñera e o parabeniza pelo resgate

Presidente chileno agradeceu ao colega brasileiro pelo telefonema.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou às 11h35 com os presidentes Sebastian Piñera, do Chile, e Evo Morales, da Bolívia, no local do resgate dos trabalhadores da mina San Jose, no Norte do Chile.

No telefonema, que durou cerca de 10 minutos, o presidente Lula parabenizou Piñera pelo que chamou de ?extraordinário trabalho de resgate? dos 33 mineiros presos na Mina San José. Lula afirmou ao colega chileno que ?todos estão orgulhosos do que o Chile realizou?. O presidente elogiou ainda o empenho empreendido pelo presidente Piñera, trabalhadores e técnicos envolvidos nos trabalhados de resgate.

O presidente chileno agradeceu ao telefonema. "Presidente Lula, estamos vivendo um dia de emoção, força, e companherismo. Lula, obrigado por solidarizar com a gente. Nos vemos em breve", disse Piñera, ao celular.

Ele informou a Lula que o telefonema ocorria no momento do resgate do 14º mineiro e pediu que o colega brasileiro ouvisse ?os gritos de felicidade? dos familiares dos trabalhadores. Em seguida, Piñera passou o celular ao presidente da Bolívia, Evo Morales, que acompanha pessoalmente o resgate por haver um boliviano entre os mineiros presos. Morales disse a Lula que ?estava satisfeito pelos esforços na operação de resgate?. Lula pediu que o colega boliviano ?cuide bem do seu mineiro?.

Ao final do telefonema, Piñera cobrou que Lula visite o Chile em novembro. A visita estava marcada para dia 3, mas foi adiada por causa do segundo turno da eleição presidencial.

Emocionado, Piñera arriscou em português uma saudação ao presidente do Brasil. "Lula um abraço muito grande, um abraço mais grande do mundo. Adeus Lula!"

No momento em que os presidentes conversavam, o 14º trabalhador, Victor Zamora Bugueño, deixava o interior da mina e saía à superfície.

Depois de Lula, Piñera recebeu telefonemas de apoio da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Fonte: g1, www.g1.com.br