Mãe que não impediu tortura e assassinato de filho de apenas um ano está prestes a sair da cadeia

Mãe que não impediu tortura e assassinato de filho de apenas um ano está prestes a sair da cadeia

Crime bárbaro foi cometido pelo namorado da mulher e pelo cunhado pedófilo

Tracey Connelly, presa em 2009 por não ter impedido a tortura e o assassinato de seu filho de um ano pelo namorado e pelo cunhado pedófilo, poderá sair da cadeia a qualquer momento.

Segundo depoimentos ao Sunday Mirror, a Justiça britânica considera que Tracy, 32 anos, ?não oferece mais riscos à sociedade?.

A mãe dela, Mary O?Connor, disse que a filha jamais poderia ser libertada por assistir aos maus tratos ao neto, Peter.

Tracy cumpre pena por tempo indeterminado no presídio Low Newton, em Brasside, no condado de Durham.

De acordo com fontes, a única maneira de manter Tracy presa seria se houvesse ameaças à vida dela.

A falta de locais adequados para abrigar Tracy poderia mantê-la na prisão por mais alguns dias depois da soltura; porém, ela pode ser libertada a qualquer momento, informou o Sunday Mirror.

O garotinho foi encontrado morto na cama, manchada de sangue, no apartamento da mãe, em agosto de 2007, depois de sofrer várias torturas aplicadas por Steven Barker, namorado de Tracy, e pelo irmão dele, o pedófilo Jason Owen. O bebê teve as costas quebradas, costelas machucadas e as unhas arrancadas, entre outros maus tratos.

A notícia da possível soltura de Tracy foi recebida com horror pela mãe dela, de 63 anos. Para ela, a filha deveria ficar presa para sempre.

? Mesmo que ela seja libertada, nunca mais quero vê-la. Ela está fora da minha vida.

A tortura de Peter passou despercebida pelos assistentes sociais. O garotinho e os pequenos irmãos estavam no registro de proteção à criança do bairro londrino de Haringey. A família foi visitada 60 vezes, mas nenhum funcionário percebeu o estado das crianças.

Sharon Shoesmith, que era responsável pelas crianças em Haringey, travou uma grande batalha para se esquivar da acusação de negligência. Ela lamentou a morte de Peter, mas nunca se desculpou pelas falhas do departamento onde trabalhava.

Os autores do crime, Barker e Owen, foram condenados pela provocação ou permissão da morte de Peter.

Fonte: r7