Menina de 4 anos pede que o rei da Bélgica vete lei de eutanásia infantil

O material foi divulgado pela Coalizão dos Médicos por Justiça Social do Canadá.

Uma menina de 4 anos e sua família, que vive em Quebec, lançaram um vídeo no YouTube em que fazem um apelo para que o rei da Bélgica se recuse a assinar a lei que tornará o país o primeiro no mundo a permitir a eutanásia em crianças. O material foi divulgado pela Coalizão dos Médicos por Justiça Social do Canadá.

"Pelo bem das crianças, por favor, não assine o projeto de lei da eutanásia", diz a pequena Jessica Saba no vídeo, que também traz depoimentos dos irmãos, da mãe e do pai, o clínico geral Paul Saba.

Jessica nasceu em maio de 2009 com uma grave malformação cardíaca: uma válvula totalmente bloqueada e um ventrículo pouco desenvolvido. Ela teria sobrevivido apenas algumas horas ou dias sem uma série de intervenções cardíacas, realizadas no Hospital Infantil de Montreal.

No sexto dia de vida, sua válvula foi desbloqueada e, gradualmente, seu ventrículo pouco desenvolvido começou a se formar. A família acredita que, se ela tivesse nascido em um país onde a eutanásia infantil é permitida, ela poderia ter tido uma história diferente.

Caso a eutanásia infantil seja legalizada na Bélgica, comenta o pai de Jessica no vídeo, corre-se o risco de criar precedente para que se espalhe pelo mundo. Atualmente, em Quebec, o governo está tentando aprovar sua própria lei de eutanásia, que é muito parecida à lei aprovada na Bélgica há aproximadamente 10 anos. E a Comissão de Direitos Humanos de Quebec recomenda a extensão da eutanásia a crianças.

O médico também argumenta que não há necessidade de ninguém sofrer se há atendimento médico de qualidade. No caso de pessoas que já estão no fim da vida, um bom cuidado paliativo acabará com o sofrimento físico.

Marisa, mãe de Jessica, afirma que uma lei de eutanásia infantil pode encorajar os pais de crianças doentes e deficientes "a desistir muito rápido".


Menina de 4 anos pede que o rei da Bélgica vete lei de eutanásia infantil

Fonte: UOL