Índia espera 100 mi no Ganges no maior festival religioso do mundo

Índia espera 100 mi no Ganges no maior festival religioso do mundo

Festejos duram 55 dias e devem atrair 100 milhões de pessoas

Centenas de milhares de peregrinos conduzidos por sacerdotes nus e cobertos de cinzas se banharão nesta segunda-feira (14) no Rio Ganges, no maior festival religioso do mundo, realizado a cada doze anos em Allahabad, onde são esperados 100 milhões de hindus.

O Kumbh Mela começa nesta segunda e ocorre pelos próximos 55 dias. Ao amanhecer, em um momento escolhido pelos astrólogos, centenas de gurus, alguns empunhando espadas e tridentes, entrarão nas águas geladas do rio sagrado para marcar o início dos festejos.

"Nosso desejo mais fervoroso é que exista paz e que as pessoas cuidem umas das outras", declarou à AFP Naga Sadhu, um destes sadhus (homens bons), que renunciam à sociedade para percorrer as estradas depois de prestar homenagem a Shiva.

Para os peregrinos, o Kumbh Mela é a ocasião para rezar e relaxar, na companhia da família e de amigos, em um ambiente festivo.

"Você tem a impressão de estar unido a algo que está acima de nós", acrescentou Mayank Pandey, professor de informática de 35 anos.

O Kumbh Mela ocorre a cada doze anos em Allahabad, Uttar Pradesh (norte). Versões menores ocorrem a cada três anos em outras cidades indianas.


Milhares de hindus se reúnem para o maior festival religioso do mundo

Este festival tem sua origem na mitologia hindu, segundo a qual algumas gotas de néctar da imortalidade caíram nas quatro cidades que acolhem este festival: Allahabad,Nasik, Ujjain e Haridwar.

A polícia espera 250 mil peregrinos nesta segunda. O auge será em 15 de fevereiro, o dia de melhores auspícios, segundo os astrólogos, com 20 milhões de pessoas esperadas.

No total, as autoridades estimam que o local receberá a visita de 100 milhões de pessoas, número similar ao do último festival de Allahabad, em 2001.

A polícia mobilizou 12 mil agentes para guiar as pessoas e evitar tumultos, frequentes e por vezes mortais nos festivais religiosos indianos.

Fonte: G1