Mulher que confessou ter empurrado homem em metrô vai responder por crime de ódio

Mulher que confessou ter empurrado homem em metrô vai responder por crime de ódio

Homem foi empurrado contra trilhos e morreu atropelado.

A mulher de 31 anos que confessou ter empurrado um homem no metrô de Nova York irá responder por crime de ódio, segundo a promotoria do distrito de Queens. A vítima era de origem hindu e morreu atropelada por um trem subterrâneo.

Segundo a promotoria, a nova-iorquina Erika Menendez agiu motivada pelo ódio contra muçulmanos e hindus.

"Empurrei um muçulmano na linha do metrô porque odeio hindus e muçulmanos. Desde 2001, quando derrubaram as Torres Gêmeas, os ataco", declarou a mulher à polícia.

Menendez, que deve ouvir as acusações na corte criminal do Queens, pode ser condenada a 25 anos de prisão.

A vítima, Sunado Sen, de 46 anos, nasceu na Índia e foi criada no hinduísmo.

O crime aconteceu na noite de quinta-feira em uma estação da linha 7 no Queens.

A mulher, que segundo testemunhas falava sozinha na plataforma, onde caminhava de um lado para o outro, empurrou o homem na linha do trem no momento que a composição se aproximava da estação. A vítima estava de costas e, ao que parece, não percebeu o ataque.

"A demandada é acusada de ter cometido o pior pesadelo de qualquer usuário do metrô: o de ser empurrado, sem sentido, na linha de um trem que se aproxima", declarou o promotor do distrito do Queens, Richard Brown.

"A vítima foi empurrada por trás e não teve chance de defesa. Além disso, os comentários supostamente pronunciados pela acusada e que motivaram os atos da mesma não podem ser tolerados por uma sociedade civilizada", acrescentou.

A morte de Sen aconteceu depois de outra similar, de um homem de 58 anos, em 3 de dezembro, que também foi empurrado na linha de metrô após uma briga com um homem transtornado, sem-teto, de 30 anos, identificado como Naeem Davis.

Milhões de pessoas usam o metrô de Nova York todos os dias, mas incidentes deste tipo são raros.

O último caso registrado havia acontecido em 2010, mas a vítima, uma mulher, sobreviveu à queda.

Fonte: G1