Nova vacina pode impedir infecção por ebola com apenas uma dose

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até o dia 8 de abril 25.550 pessoas foram infectadas, das quais 10.587 morreram.

Uma vacina eficaz contra o ebola pode se tornar realidade em um futuro próximo. Em um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature, cientistas relatam a descoberta de um imunizante capaz de, com uma única dose, proteger contra o vírus que causou a pior epidemia de ebola da história, iniciada no ano passado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até o dia 8 de abril 25.550 pessoas foram infectadas, das quais 10.587 morreram.

A atual epidemia da doença em países do Leste da África deu início a uma corrida pelo desenvolvimento de uma vacina que pudesse evitar uma nova crise no futuro. Há, atualmente, nove imunizantes em andamento. O descrito neste estudo, desenvolvido pela Universidade do Texas e pela empresa de biotecnologia Profectus BioSciences, mostrou-se eficaz contra a cepa Zaire do vírus, em um teste com modelos primatas.

Na pesquisa, os cientistas inseriram parte do Zaire no vírus da estomatite vesicular (VSV, na sigla em inglês), que não é perigoso para humanos. Oito macacos receberam a dose e foram, então, expostos ao vírus do ebola. Nenhum deles mostrou sinais de uma infecção, enquanto os dois animais do grupo de controle morreram.

Teste com humanos -

Uma primeira versão da vacina foi testada em 40 humanos. Alguns voluntários, no entanto, desenvolveram efeitos colaterais como febre e dores nas articulações, que causaram preocupações quanto à segurança do imunizante. Nesta segunda versão, os pesquisadores mudaram o local do VSV onde inseriram os genes do ebola, numa tentativa de garantir a mesma imunização e reduzir os efeitos indesejados.

Com o ajuste, o vírus VSV se multiplicou de cinco a dez vezes mais devagar nos animais vacinados, e eles apresentaram níveis de 10 a 50 vezes menores do vírus no sangue. A confirmação definitiva dos resultados só virá com testes em humanos. Segundo os pesquisadores, eles devem acontecer ainda este ano.

 

Fonte: Veja