Obama anuncia nova ajuda de US$ 155 milhões para refugiados sírios

Total da ajuda destinada aos sírios será de US$ 365 milhões.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta terça-feira (29) um novo lote de US$ 155 milhões para ajudar os refugiados que fogem da "barbárie propagada pelo governo de Bashar al-Assad contra o povo sírio".

Obama, que elevará a 365 milhões o total da ajuda humanitária destinada aos sírios, também prometeu que o regime de Assad "chegará ao seu fim. O povo sírio terá a oportunidade de forjar seu próprio futuro."

"Quero falar diretamente com o povo da Síria", disse o presidente, dirigindo-se aos sírios em um vídeo no YouTube com legendas em árabe.

"Esta nova ajuda significará mais roupas quentes para as crianças, remédios para os doentes, farinha de trigo para as famílias e cobertores, sapatos e aquecedores para os que estão encolhidos em edifícios danificados", afirmou.

"Significará assistência médica para as vítimas de violência sexual e hospitais de campanha para os feridos. Inclusive, embora estejamos trabalhando para deter a violência contra vocês, esta ajuda permitirá cobrir algumas das necessidades imediatas que vocês enfrentam a cada dia", acrescentou Obama na mensagem.

Este anúncio foi feito após o diretor de operações do Escritório Humanitário da ONU afirmar na segunda-feira, antes de uma reunião com doadores, que se não conseguisse esses fundos a agência seria forçada a cortar o envio de alimentos destinados aos refugiados sírios.

Na reunião de contribuintes, que irá ocorrer na próxima quarta-feira no Kuwait, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, buscará conseguir doações de mais de US$ 1,5 bilhão.

Até o momento, Washington resistiu em apoiar diretamente os grupos rebeldes que combatem o regime de Assad fornecendo armas, por medo de que elas caiam nas mãos de grupos terroristas, inclusive a rede al-Qaeda, e piore, assim, o banho de sangue que já matou 60 mil pessoas.

No entanto, contribuiu com inteligência e logística e reconheceu de maneira oficial, assim como outros países ocidentais, a coalizão da oposição síria.

Fonte: G1