Ônibus cai de precipício no Equador e deixa 41 mortos

Segundo passageiro sobrevivente, freios do veículo falharam.

Subiu para 41 o número de mortos em um acidente com um ônibus que caiu de um abismo em estrada no Equador, segundo um balanço do Conselho Nacional de Trânsito nesta sexta-feira (24).

Segundo a Cruz Vermelha, várias crianças estão entre os mortos.

O episódio aconteceu na província litorânea de Manabí, onde o ônibus, que cobria uma linha regular interurbana, caiu de um abismo, disse uma porta-voz do corpo policial.

O ônibus, que de acordo com as autoridades viajava com 70 passageiros a bordo, fazia a rota que liga a capital Quito às localidades costeiras de Chone e San Isidro quando acidentou-se durante a madrugada, rolando um profundo abismo no setor de La Crespa, na província de Manabí.

A polícia do país informou que os feridos foram transferidos para um hospital próximo e que continuam os trabalhos de resgate para buscar sobreviventes.

Em declarações ao jornal equatoriano "O Telégrafo", um sobrevivente explicou que o acidente aconteceu depois que a caixa de câmbio e os freios falharam.

O motorista tentou fazer uma manobra, mas perdeu o controle. O veículo saiu da pista, caiu de um precipício de cerca de 200 metros de altura e se chocou com uma árvore, explicou.

O Serviço de Investigações de Acidentes de Trânsito (SIAT) vai averiguar as circunstâncias do acidente.

A empresa responsável pela linha foi temporariamente fechada.

O presidente equatoriano, Rafael Correa, lamentou o acidente durante uma reunião de Natal com seu gabinete.

É "uma estrada de primeira importância", disse, condenando a "irresponsabilidade do motorista que se acidentou com mais de 70 passageiros".

"Ele pegou passageiros no caminho, o que é proibido", acrescentou o presidente.

Em agosto passado, um ônibus caiu em um abismo na província andina de Cotopaxi (sul), deixando 38 mortos e 12 feridos, de acordo com a polícia.

Os acidentes de trânsito são a segunda causa de morte no Equador. Segundo a promotoria geral, uma pessoa morre a cada três horas por esse motivo.

Fonte: g1, www.g1.com.br