Operação antiterrorismo na Bélgica deixa duas pessoas mortas; TV diz que houve ferido grave

A ação foi realizada em Verviers, no leste do país, onde foram ouvidas explosões e disaparos perto de uma estação de trem.

Duas pessoas morreram e outra foi presa nesta quinta-feira (15) na Bélgica em ação realizada pela polícia após receber ordem de vasculhar 10 casas de pessoas que voltaram recentemente da Síria, informou a procuradoria belga.

A ação foi realizada em Verviers, no leste do país, onde foram ouvidas explosões e disaparos perto de uma estação de trem. A polícia acredita que o grupo que teve suas casas invadidas pretendia lançar "ataques terroristas de grande escala", segundo informou o procurador Eric Van Der Sypt.

Após o ocorrido, a Bélgica elevou o nível de alerta nacional de segurança em determinadas áreas. O procurador ainda detalhou que os suspeitos começaram a atirar contra os policiais antes de serem mortos, e que nenhum policial ficou ferido no tiroteio.

"Os suspeitos imediatamente e por muitos minutos abriram fogo com armamento militar e revólveres nas unidades especiais da polícia federal antes de serem neutralizados", afirmou Van Der Sypt. Segundo informou mais cedo a rede pública de TV "RTBF", uma pessoa teria ficado gravemente ferida.

Primeiramente a "RTBF" havia informado que seriam três mortos. A cidade de Verviers, onde ocorreu a operação antiterror, fica a 110 km da capital belga Bruxelas, e a 321 km de Paris, palco dos ataques jihadistas da semana passada. Segundo fontes do governo ouvidas pela France Presse, a ação estaria relacionada ao jihadismo, mas o procurador disse que não havia, "por enquanto", ligação direta com os ataques da semana passada em Paris. Além da operação em Verviers, outras ações antiterror estão em curso em Molenbeek e na região da capital Bruxelas, reportou a TV estatal. Além disso, um alerta de bomba na sede da polícia federal, na Bélgica, levou à evacuação do prédio, diz a TV pública.

Suspeito é preso em Charleroi

Mais cedo nesta quinta, as autoridades belgas detiveram um homem por tráfico de armas e estão investigando se ele foi o fornecedor de um dos militantes islâmicos que mataram 17 pessoas em Paris na semana passada.

A imprensa belga informou que um homem se entregou à polícia na cidade de Charleroi, no sul do país, na terça-feira, dizendo que tinha estado em contato com Amedy Coulibaly, o militante que fez reféns em um supermercado judaico na capital francesa e depois foi morto pelas forças de segurança. De acordo com a mídia local, o homem disse ter enganado Coulibaly em uma venda de carro, mas a polícia mais tarde encontrou provas de que os dois negociaram a venda de munição para uma arma de fogo de calibre 7.62 milímetros.

Balas desse calibre são as adequadas para a pistola Tokarev que Coulibaly usou em sua investida em um supermercado em Paris, onde matou quatro reféns e, possivelmente, num ataque em que matou uma pessoa que praticava corrida dois dias antes.


Fonte: G1