Pacientes contaminados com Ebola compram sangue no mercado negro

Pacientes contaminados com Ebola compram sangue no mercado negro

Pacientes contaminados com Ebola compram sangue no mercado negro

A OMS (Organização Mundial da Saúde) advertiu a comunidade internacional nesta quinta-feira (18) sobre uma prática perigosa que está se alastrando nas regiões mais afetadas pelo surto de Ebola.

Segundo a organização, pacientes contaminados estão recorrendo ao mercado negro para comprar sangue de pessoas que sobreviveram ao Ebola.

O sangue dos sobreviventes pode contar anticorpos que podem combater o vírus. Ainda não há comprovação científica sobre se o ‘plasma convalescente’, termo usado pela OMS, seria – ou não – um soro contra o Ebola.

“Estudos sugerem que transfusões de sangue de pacientes que sobreviveram à febre hemorrágica podem prevenir ou tratar a infecção pelo ebola em outros, mas os resultados ainda são difíceis de interpretar”, diz a organização.

O tratamento, no entanto, ainda precisa ser mais pesquisado e, caso fosse eficaz, só seria seguro se fosse coordenado por bancos de sangue.

Quem vem recorrendo ao mercado negro, corre risco de contrair diversas doenças, entre elas o HIV.

A OMS afirma que está estudando o potencial das transfusões de sangue como tratamento para o Ebola, e que Cuba, um dos países que ofereceu ajuda para combater o surto, pode ajudar nesse caso.

O americano Rick Sacra, que contraiu o Ebola, recebeu uma transfusão de sangue de um outro americano que sobreviveu ao vírus. Ele atualmente está internado em Omaha, em Nebraska.

O primeiro caso de Ebola foi registrado em março, na Guiné. Em uma semana, o vírus se espalhou para a Libéria. Em maio, a vizinha Serra Leoa registrou seu primeiro caso e, apesar dos esforços para conter a epidemia, o vírus se alastrou para a Nigéria em agosto.

O Senegal foi o último país a registrar um caso de ebola, mas não confirmou nenhuma morte pelo vírus.

Até o dia 12 de setembro, a OMS reportou mais de 4.784 casos e mais de 2.400 mortes causadas pelo Ebola.

Fonte: Brasil Post