Pais de Madeleine pedem que Portugal reabra investigação

Pais de Madeleine pedem que Portugal reabra investigação

A família também se disse “satisfeita" com a foto alterada por computador

Os pais de Madeleine McCann, menina britânica desaparecida em 2007 durante férias em Portugal, pediram nesta quinta-feira às autoridades portuguesas que reabram a investigação sobre o caso, um dia após a polícia do Reino Unido ter dito que a criança pode estar viva. No entanto, um funcionário da polícia judicial de Portugal disse à AFP que "até o momento, não há elementos novos que permitam reabir a investigação".

Por meio de seu porta-voz, Clarence Mitchell, a família de Maddie McCann afirmou estar ?muito esperançosa? após uma revisão do caso feita pela polícia britânica ter encontrado 195 pistas que podem ser investigadas mais a fundo.

A família também se disse ?satisfeita" com a foto alterada por computador, divulgada pela polícia britânica na quarta-feira, que mostra como Madeleine estaria hoje, aos nove anos. Ela desapareceu na noite de 3 de maio de 2007, poucos dias antes de seu aniversário de quatro anos.

"Eles (os pais) tiraram uma grande força de todo este processo. Eles sentem que, finalmente, um procedimento adequado de investigação está para ser aplicado", afirmou. "A resposta está em algum ponto de toda essa montanha de informações."

Os pais de Madeleine, Gerry e Kate McCann, disseram ter deixado a menina em um quarto de hotel no Algarve antes de sair para jantar com um grupo de amigos a poucos metros de distância. Eles chegaram a ser apontados como suspeitos durante a investigação do caso, arquivado em 2008.

Há 12 meses a polícia britânica deu início a uma revisão do caso a pedido do primeiro-ministro David Cameron, que se reuniu com a menina quando era líder da oposição e prometeu a eles que faria o possível para tentar encontrá-la.

Em Portugal o caso permanece fechado e só poderia ser reaberto com a aprovação da Justiça.

O líder da investigação britânica, Andy Redwood, integrante da Divisão de Homicídios e Crimes Graves da Scotland Yard, defende a reabertura do caso. ?Há informações realmente novas com as quais estamos trabalhando?, afirmou.

?Acreditamos sinceramente que existe a possibilidade de ela estar viva?, afirmou Andy Redwood, da Divisão de Homicídios e Crimes Graves da Scotland Yard, que quer a reabertura do inquérito. ?Trabalhamos com os dois cenários (que ela esteja viva ou morta) da mesma forma.?

Fonte: Último Segundo