Picada de aranha venenosa derreteu a cartilagem da orelha de mulher; fotos

A orelha de uma mulher holandesa sofreu um grave processo de necrose

Tudo começou após uma picada de aranha venenosa ao visitar a Itália. Parte da orelha da garota de 22 anos foi liquefeita (derreteu) ? a pele e a cartilagem em volta começaram a morrer.

Estima-se que esse seja o primeiro registro de que o veneno de uma aranha possa derreter a cartilagem. A paciente começou a senti uma dor na orelha antes de ir ao hospital.

Sua orelha começou a ficar inchada, mas ela não sabia que tinha sido picada. Os médicos receitaram anti-histamínicos nos primeiros atendimentos na unidade de saúde. Apesar dos medicamentos, o inchaço não diminuiu.

Ao voltar para a Holanda, a garota procurou novamente um hospital e soube que parte do seu tecido estava morto. Só neste momento ela se deu conta que tinha sido picada por uma aranha venenosa do Mediterrâneo.

O Dr. Marieke Van Wijk, cirurgião plástico, disse que essa foi a primeira vez que ele soube que uma toxina pudesse literalmente derreter a cartilagem.

Geralmente, os venenos das aranhas matam as células utilizando uma mistura altamente complexa de substâncias que destroem as proteínas e não existe tratamento medicamentoso que possa ser eficaz nesse processo.

Os médicos foram obrigados a remover o tecido morto da orelha e, em seguida, reconstruí-la utilizando cartilagem de suas costelas. O portal LiveScience não divulgou o nome da aranha, mas disse que ela é endêmica de algumas regiões da Europa.

Geralmente, as aranhas não picam sem motivo. O que ocorre na maioria das vezes é que as pessoas pressionam as aranhas sem querer em diversas situações. Ao que tudo indica, a aranha pode ter andado no travesseiro da holandesa e, ao virar a cabeça, apertou a aranha que se defendeu picando-a.

Algumas pessoas, quando são picadas por aranhas venenosas, morrem por falência de órgãos, especialmente os rins.


Picada de aranha venenosa derreteu a cartilagem da orelha de uma holandesa

Picada de aranha venenosa derreteu a cartilagem da orelha de uma holandesa

Fonte: Jornal Ciência