Polícia divulga foto do acusado de matar sete pessoas em faculdade

Segundo as autoridades, o homem identificado como Goh Su-nam, de 43 anos, é nascido na Coreia do Sul

A polícia da Califórnia divulgou nesta quarta-feira (4) uma foto e novas informações sobre o homem acusado de conduzir o tiroteio que tirou a vida de sete pessoas em uma instituição de ensino cristã de Oakland na segunda-feira (2).

Segundo as autoridades, o homem identificado como Goh Su-nam, de 43 anos, é nascido na Coreia do Sul mas tem cidadania americana. Anteriormente, a informação era apenas que ele era um cidadão americano e que seu nome era Goh One.

Ele passou a usar o nome One L. Goh desde que se mudou para os Estados Unidos em 1990, de acordo com um oficial do consulado sul-coreano em San Francisco. A cidadania foi conseguida em 2000.

Na véspera, o chefe da polícia local afirmou que o atirador estava chateado com a administração da escola e com os alunos, já que considerava ter recebido um tratamento injusto enquanto estava matriculado lá, o que teria motivado o ataque.

Howard Jordan disse ao programa "Good Morning America", da rede ABC, que Goh está cooperando com os investigadores que tentam encontrar um motivo para os assassinatos na Oikos University.

Este foi o tiroteio em um campus universitário dos Estados Unidos com maior número de vítimas desde que 32 pessoas foram mortas na Virginia Tech University, em abril de 2007.

"Descobrimos que ele era um homem muito confuso, calculista e determinado que foi lá com a intenção específica de matar pessoas", disse Jordan.

Testemunhas disseram que Goh, um coreano-americano que foi expulso da Oikos recentemente, retornou para a pequena faculdade na manhã de segunda-feira, entrou em uma área de recepção e abriu fogo. Ele, então, entrou em uma das duas classes que estava em aula, pediu aos ex-colegas que se alinhassem e disse que ia matá-los.

Goh, que segundo a polícia agiu sozinho, rendeu-se em um supermercado Safeway a vários quilômetros de distância da faculdade, que tem ligações com a comunidade coreana-americana cristã.

"Ele estava tendo, acreditamos, alguns problemas de comportamento na escola e foi convidado a se retirar há vários meses", disse Jordan.


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Fonte: G1