Post de filha no Facebook faz ex-diretor de escola perder US$ 80 mil

Direito à indenização exigia confidencialidade, o que foi quebrado por filha.

Um ex-diretor da escola Gulliver Preparatory, em Miami, nos Estados Unidos, conseguiu na justiça um acordo em que a instituição de ensino deveria lhe pagar US$ 80 mil (o equivalente a cerca de R$ 187 mil) por discriminação. Mas um post feito no Facebook pela filha do educador, Dana Snay, fez ele perder o direito de receber o dinheiro, de acordo com informações do jornal "Miami Herald".


Post de filha no Facebook faz ex-diretor de escola perder US$ 80 mil

Segundo o jornal, dias depois de obtida a decisão judicial, a garota postou na rede social: "Mamãe e papai Snay ganharam o caso contra a Gulliver". Dana ainda se gabou do fato de que a escola, a mesma em que ela estudou, iria pagar por suas férias de verão na Europa.

Quando os advogados da escola ficaram sabendo da declaração pública da garota, notificaram o ex-diretor Patrick Snay que ele havia violado o acordo, que previa confidencialidade, e que por isso não iriam pagar o valor acordado.

"Snay violou o acordo ao fazer exatamente o que ele havia prometido não fazer", escreveu a juíza Linda Ann Wells, que deu razão à escola. "Sua filha fez precisamente o que o acordo de confidencialidade deveria impedir", dizia a decisão de Linda, ainda segundo o "Miami Herald".

O processo teve início quando a instituição de ensino decidiu não renovar o contrato de trabalho de Snay, que já prestava serviços à escola havia anos. O educador, agora com 69 anos, alegou que fora vítima de preconceito por sua idade e de uma retaliação que envolvia sua filha, que era aluna do local.

O acordo - firmado em novembro de 2011 - exigia que Snay e sua mulher mantivessem os "termos e a existência" do acordo em sigilo. Logo em seguida, porém, contaram para a filha, que divulgou a novidade entre seus 1.200 amigos do Facebook.

O ex-diretor chegou a obter uma decisão que obrigava a escola a cumprir o acordo, mas a instituição apelou e venceu. Ainda cabe mais recursos a Snay, que pode fazer um pedido por uma nova audiência ou apelar para a Suprema Corte da Flórida.

Fonte: G1