Presidente da Síria nega ter usado armas químicas contra "seu povo"

"Não fui eu", acrescentou, em entrevista difundida pela emissora norte-americana CBS

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse que "não existem provas de que tenham sido usadas armas químicas" contra seu "povo". "Não fui eu", acrescentou, em entrevista difundida pela emissora norte-americana CBS, que será televisionada nesta segunda-feira (9). Desta forma, o líder sírio não desmentiu nem negou que seu governo possua tais armamentos.

Ainda de acordo com Assad, em caso de um ataque contra seu país, haverá "retaliação" por parte daqueles que os apoiam.

O jornal "Los Angeles Times" publicou, citando fontes do Departamento de Defesa dos EUA, que Washington prepara um ataque aéreo de três dias, ou seja, mais prolongado e de maior intensidade do que estava previsto.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, assegurou neste domingo (8), no entanto, que Washington considera um novo debate sobre a situação da Síria no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Kerry se reuniu, em Paris, com autoridades do Oriente Médio no marco de uma ofensiva diplomática para lançar uma intervenção militar na Síria.

Com o uso de armas químicas, o regime sírio ultrapassou a "linha vermelha fixada pela comunidade internacional", concluiu.

De acordo com reportagem publicada neste domingo pelo jornal alemão "Bild am Sonntag", citando a inteligência alemã, forças do governo sírio podem ter feito o ataque com armas químicas perto de Damasco sem a permissão do presidente.

As forças sírias haviam pedido ao governo permissão para usar armas químicas nos últimos meses, de acordo com mensagens de rádio interceptadas por agentes alemães, mas tal permissão tinha sido sempre negada, diz o jornal.

Assim, segundo agentes de inteligência sugeriram, isso pode significar que Assad talvez não tenha pessoalmente aprovado o ataque, no qual estima-se que mais de 1.400 pessoas morreram. (Com Ansa e Reuters)

Fonte: UOL