Primeiro dia de Conclave termina com fumaça preta e sem consenso sobre sucessor do papa

Primeiro dia de Conclave termina com fumaça preta e sem consenso sobre sucessor do papa

Uma pequena multidão de fiéias se aglomerava na Praça São Pedro já na noite romana para acompanhar a votação de hoje

A fumaça preta expelida às 19h42 (15h42 de Brasília) desta terça pela chaminé instalada na Capela Sistina marcou o término do primeiro dia do segundo Conclave do terceiro milênio. Uma multidão de fiéis acompanhou, na Praça São Pedro, o sinal de que, após as deliberações iniciais e a primeira votação, os 115 cardeais reunidos na Capela ainda não obtiveram consenso sobre o sucessor do papa Bento XVI.

O consenso para a escolha do novo líder da Igreja Católica é obtido somente quando um dos cardeais recebe dois terços dos 115 votos. A partir de amanhã, os cardeais - que já estão em condição de reclusão total do mundo exterior - iniciam uma rotina que compreende uma sessão matutina e uma vespertina. Em cada uma, são realizadas duas votações. A expectativa, segundo o Vaticano, é que um consenso seja obtido rapidamente.

Uma pequena multidão de fiéias se aglomerava na Praça São Pedro já na noite romana para acompanhar a votação de hoje - única do dia e que encerra a abertura do Conclave. Mais cedo pela manhã, cardeais, fiéis e representantes da Igreja Católica acompanharam a grande missa Pro eligendo Romano Pontifice na Basílica de São Pedro, no centro no Vaticano. Após o almoço e um breve descanso, eles iniciaram uma procissão marcada por orações e meditações que culminou na Capela Sistina, o coração do Conclave.

Na Capela, sob as monumentais pinturas dos principais capítulos da mitologia cristã, juraram manter segredo sobre o curso do processo. Todos sentaram-se em seus assentos, previamente definidos, e, sob a ordem Extra Omnes (Todos fora), eles iniciaram formalmente a reclusão total que só terminará quando a fumaça branca expelida pela chaminé indicar que o 266º Sumo Pontífice foi escolhido. Em 2005, Joseph Ratzinger foi escolhido para suceder Karol Woytila, o papa João Paulo II, após dois dias e quatro votações.

Pelo juramento prestado na entrada da Capela, os cardeais comprometem-se a jamais liberar qualquer informação sobre as deliberações que levarão à escolha do novo papa. Eles também não são autorizados a informar os números finais das votações, cujas cédulas são contadas manualmente por eles mesmos. Durante todos os dias do Conclave, eles permanecem isolados do mundo e só podem consultar à própria fé e consciência.

Fonte: Terra