Prostituta acusa Strauss-Kahn, chefe da FMI, de estupro coletivo

Uma segunda prostituta belga confirmou em parte o depoimento da colega, mas decidiu não entrar na Justiça.

A Justiça da França pediu uma nova investigação de estupro envolvendo o ex-chefe do FMI, Dominique Strauss-Kahn, informou nesta sexta-feira a imprensa francesa. Desta vez, uma prostituta belga acusou DSK, como é chamado na França, de tê-la ?estuprado coletivamente? com mais três associados seus em dezembro de 2010, em Washington, nos EUA.

Uma segunda prostituta belga confirmou em parte o depoimento da colega, mas decidiu não entrar na Justiça. Os outros três homens envolvidos na acusação são os empresários Fabrice Paszkowski e David Roquet e o policial Jean-Christophe Lagarde. Agora, a Promotoria pensa em expandir a investigação sobre o envolvimento de DSK em um esquema de prostituição.


Prostituta acusa Strauss-Kahn, chefe da FMI, de estupro coletivo

Strauss-Kahn já é acusado de ?favorecimento à prostituição? devido à sua participação em festas patrocinadas por uma rede de prostituição na cidade de Lille, na França, além de "orgias" em Bruxelas, Paris e Washington. Ele ficou em liberdade sob controle judicial depois de pagar uma fiança de 100.000 euros, mas, caso seja considerado culpado em julgamento, pode enfrentar uma pena de até 20 anos de prisão. O escândalo veio à tona em outubro do ano passado e está centrado na cidade francesa. Investigadores descobriram que hotéis luxuosos ? entre eles o Hotel Carlton ? serviam de base para uma rede de prostituição de alto nível.

Libertinagem - Este é o terceiro escândalo sexual envolvendo Strauss-Kahn. No ano passado, ele foi acusado de agressão sexual por uma camareira em Nova York. Ele foi libertado, mas ainda terá de enfrentar uma ação civil nos Estados Unidos. Logo depois, a jornalista francesa Tristane Banon o acusou de tentativa de estupro em Paris, mas a denúncia foi arquivada.

O primeiro caso provocou uma série de revelações sobre sua vida privada, convertendo-o para alguns em um "ogro sexual" e para outros em "vítima de um complô". Strauss-Kahn reconheceu um "gosto pela libertinagem", mas negou ter cometido qualquer ato ilícito ou violento.

Fonte: Veja