Quatro bombeiros são eletrocutados ao participarem do desafio do balde de gelo

Com o impacto do choque, eles foram jogados contra outros dois bombeiros



Quatro bombeiros ficaram feridos ao tentar ajudar um grupo de estudantes no desafio do balde de gelo — campanha para divulgar e arrecadar fundos para financiar as pesquisas sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

Segundo o jornal britânico Daily Mail, o acidente aconteceu na manhã da última quinta-feira na Universidade de Campbellsville, no Kentucky, Estados Unidos. Dois oficiais da corporação estavam no alto da escada de seu caminhão, jogando água no grupo, quando um cabo de energia se rompeu e uma onda de eletricidade os atingiu.

Com o impacto do choque, eles foram jogados contra outros dois bombeiros. O capitão Tony Grider, de 41 anos, e Alex Quinn, de 22, que estavam no alto da escada, foram levados ao Hospital da University de Louisville. De acordo com o jornal, o estado de saúde de Grider é grave e o de Quinn é estável. Steve Marrs, de 37 anos, e Alex Johnson, de 28, foram atendidos e liberados. Nenhum estudante ficou ferido. Os bombeiros se feriram depois de terem ajudado os alunos da banda da universidade a cumprirem o desafio.

A ideia do grupo era gravar um vídeo diferente de todos que já tinham visto. Para isso, os bombeiros usaram a mangueira do caminhão para molhar as cabeças dos estudantes. Uma foto que registra o momento foi postada nas redes sociais na última quinta. A direção da Universidade de Campbellsville se pronunciou sobre o incidente. “A universidade pede orações de todos pelos dois bombeiros que ficaram gravemente feridos em nosso campus. Expressamos nossas condolências e voltamos nossas orações às famílias das vítimas”, diz o pronunciamento oficial da instituição. A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença degenerativa do sistema nervoso e está relacionada a um quadro de fraqueza muscular que geralmente acomete pessoas em torno de 50 anos, mas também está presente em pessoas mais jovens, normalmente a partir dos 20.

Dos primeiros sintomas ao óbito, o paciente costuma viver cerca de três anos, com uma doença que, de maneira progressiva, irreversível e incurável, vai aos poucos atrofiando os músculos e deixando a pessoa incapaz de se locomover, se alimentar e até respirar sozinha Criada nos Estados Unidos, a brincadeira desafia a pessoa a doar cem dólares para instituições que apoiam o tratamento de pacientes diagnosticados e as pesquisas a respeito da doença ou tomar um banho de água com gelo. Com a adesão dos famosos a campanha foi modificada e agora todo mundo toma o banho e doa também: os vídeos não param de se multiplicar e as doações também não. A ALS Association, instituição que tem recebido as doações, declarou recorde de arrecadação desde que a campanha começou, no dia 29 de julho.


Fonte: Extra