Sequestro acaba em mortes nas Filipinas

Sequestro acaba em mortes nas Filipinas

Ex-policial atirou contra 15 reféns que mantinha sequestrados por dez horas

A polícia entrou no ônibus com 15 turistas chineses nas Filipinas e ao menos três pessoas sobreviveram ao tiroteio dentro do veículo, informou a rede de TV americana CNN, mas há mortos. A TV mencionou ao menos dois entre os turistas, ainda sem confirmação oficial. Um ex-policial, Rolando Mendonza, entrou no veículo às 9h desta segunda-feira (22h deste domingo em Brasília). Ele também morreu no episódio. Inicialmente, o homem negociou com a polícia e libertou nove reféns, separadamente, durante o dia. No entanto, no início da noite, o motorista do veículo fugiu e disse que o homem havia atirado e matado os passageiros do ônibus. A polícia entrou cercou o veículo e conseguiu entrar no ônibus na terceira tentativa. Na segunda vez, a equipe policial que cercava o ônibus sequestrado chegou a entrar no veículo por uma saída de emergência, mas teve de recuar. Houve em seguida uma troca de tiros e a CNN informou que uma pessoa que estava fora do veículo foi atingida por uma bala perdida. Inicialmente os policiais já haviam tentado entrar no ônibus onde o homem armado com um fuzil M-16 mantinha turistas de Hong Kong como reféns, mas os oficiais não conseguiram entrar no veículo logo depois de quebrar as janelas. A operação foi exibida ao vivo pelos canais de televisão filipinos e pela CNN. Alguns minutos antes, o sequestrador, um ex-policial, afirmou ter atirado em dois reféns a uma emissora de rádio. Mendoza, um antigo inspetor com patente de capitão que foi afastado da corporação em 2008, após ser acusado de roubo, extorsão e tráfico de drogas. O sequestrador colocou uma cartolina em uma janela do ônibus na qual escreveu as condições para libertar os reféns, que incluem absolvição pela Defensoria do Povo das Filipinas das acusações que pesam sobre ele. Mendoza também fez chegar mensagens escritas em pequenos pedaços de papel aos agentes postados na área, enquanto a polícia tentava falar diretamente com ele ligando para o telefone celular do motorista. O sequestrador subiu ao veículo quando o ônibus vinha do centro histórico de Manila e estava a apenas 150 m de uma delegacia. Dados policiais apontam que o inspetor Mendoza foi expulso da corporação em janeiro passado, junto a outros quatro agentes, pela Defensora do Povo das Filipinas.

Fonte: R7, www.r7.com