Sobe para 5 o número de mortos em avião que se partiu na Rússia

Companhia aérea informou sobre morte de aeromoça no Twitter.

Subiu para cinco o número de mortos no acidente de ontem (29) com um avião que saiu da pista de aterrissagem ao tentar pousar no aeroporto internacional de Vnukovo, em Moscou

A companhia Red Wings, proprietária da aeronave envolvida na tragédia, informou através do Twitter sobre a morte da comissária de bordo, Tatiana Penkina.



Outros quatro tripulantes do avião Tupolev de fabricação russa, que havia decolado na República Tcheca e não transportava passageiros - o comandante, o copiloto, o engenheiro de voo e uma comissária - morreram na hora. Três tripulantes que também estavam no avião continuam internados em hospitais de Moscou, dois deles em estado grave.

Um especialista do grupo que investiga as circunstâncias do acidente revelou à agência russa de notícias "Interfax" que a causa mais provável do acidente foi uma falha dos sistemas de frenagem do avião.

"Após a aterrissagem, os pilotos iniciaram todos os sistemas de freio disponíveis no avião, segundo dados preliminares, mas o aparelho não freou e manteve a velocidade", explicou a fonte.

Imagens de emissoras de televisão russas mostraram o avião se dividindo em três partes após colidir e derrubar a cerca que separa o aeroporto da avenida Kievskaya da capital russa.

A cabine do avião caiu sobre a margem da via, o que assustou os motoristas que passavam por perto.

Segundo as agências russas, dois acidentes similares ocorreram com aeronaves da companhia Red Wings nos últimos dois meses. Eles também saíram da pista, embora nesses casos não tenha havido mortes.

A agência de aviação da Rússia Rosaviatsia informou hoje que tinha enviado na sexta-feira (28) uma carta à Tupolev na qual chamava a atenção sobre os problemas detectados nos sistemas de freio do modelo Tu-204, o mesmo do avião acidentado ontem.

O acidente, que aconteceu durante o pico das viagens antes do feriado de Ano Novo da Rússia, que vai de domingo até 9 de janeiro, colocou o foco das atenções no histórico ruim de segurança aérea da Rússia, apesar dos pedidos do presidente Vladimir Putin para melhorar os controles.

Fonte: G1