Tiroteio na Suíça deixa entre três e cinco mortos, segundo rádio pública

O número de vítimas não foi confirmado pelas autoridades suíças, que falam de "vários mortos" em um fato ocorrido na empresa Kronospan.

Entre três e cinco pessoas morreram no tiroteio ocorrido nesta quarta-feira em uma empresa madeireira na cidade suíça de Menznau (centro do país), informou a rádio pública "RSR".

O número de vítimas não foi confirmado pelas autoridades suíças, que falam de "vários mortos" em um fato ocorrido na empresa Kronospan. A agência local "ATS" informou que há "vários feridos" e quatro em estado grave foram transferidos a vários hospitais, após um fato que ocorreu em torno das 8h local (5h, Brasília).

Está previsto que as autoridades ofereçam nas próximas horas mais informações, disse à agência Efe um porta-voz policial, que indicou que já foi estabelecido um cordão de segurança no lugar, e três helicópteros do serviço médico de urgência REGA foram deslocados ao local do incidente presta atendimento. O fato ocorreu um mês e meio depois que um homem matou com um fuzil três pessoas e feriu outras duas em Daillon, um pequeno povoado do cantão de Valais, no oeste da Suíça.

O homem disparou de maneira aparentemente indiscriminada contra as pessoas que estavam em um hospital psiquiátrico, três das quais morreram no ato, ferindo outras duas. A polícia deteve o agressor.

A Suíça tem um dos índices mais altos do mundo de armas em mãos da população civil, devido sobretudo que os homens realizam exercícios militares até os 42 anos e têm o direito de guardar em sua casa alguns tipos de armas. As estatísticas oficiais dizem que há cerca de 2,3 milhões de armas em mãos dos cidadãos (sem levar em conta escopetas e pistolas de caça ou esportivas), um número muito elevado levando em conta que a Suíça tem algo menos de 8 milhões de habitantes.

Fatos como o de hoje reabrem o debate sobre a posse de armas e em fevereiro de 2011, os suíços rejeitaram em referendo uma iniciativa para que suas armas sejam guardadas em locais especiais. A maioria dos eleitores optaram por preservar o direito de ter em casa as armas que recebem durante o serviço militar. O tiroteio mais grave ocorreu em 2001, quando um homem entrou no Parlamento regional do cantão suíço de Zug, matou 14 pessoas e depois se suicidou.

Fonte: r7