Vulcão lança pedra e mata repórter na Guatemala

Vulcão lança pedra e mata repórter na Guatemala

O morto é um jornalista que trabalha numa emissora de TV, a Noti7, que iniciava a cobertura da atividade do vulcão

A erupção do vulcão Pacaya, na Guatemala, que jogou cinzas, areia e rochas pelas regiões sul e central do país, matou uma pessoa, feriu ao menos 20 e deixou três crianças desaparecidas nesta quinta-feira (27), informam as autoridades guatemaltecas.

O morto é um jornalista que trabalha numa emissora de TV, a Noti7, que iniciava a cobertura da atividade do vulcão, informou o porta-voz da polícia local, Donald Gonzalez. Ele foi atingido na cabeça por uma pedra, e seu corpo foi encontrado a poucos metros do carro de reportagem.

Dois cinegrafistas escaparam da chuva de pedras, mas sofreram ferimentos leves.

Calamidade pública

O governo da Guatemala declarou estado de calamidade pública nas zonas central e sul do país devido à erupção do vulcão Pacaya, situado a 50 km ao sul da capital. O estado de calamidade foi decretado nos departamentos de Escuintla (sul) e Guatemala (centro).

?A medida causa a limitação das garantias constitucionais para permitir o trabalho das autoridades e das equipes de socorro?, disse Ronaldo Robles, secretário de Comunicação da Presidência.

Além disso, segundo o secretário, o estado de calamidade pública ?permite às autoridades que retirem a população dos lugares de perigo, inclusive contra sua vontade?. As aulas foram suspensas em centros educativos públicos e privados.

?O presidente Álvaro Colom e seu gabinete de governo mantêm vigilância constante da atividade do vulcão Pacaya, assim como das constantes chuvas em todo o país, que também poderiam acarretar outras emergências?, acrescentou Robles.

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Crianças desaparecidas

De acordo com autoridades, entre 1.600 e 2.000 pessoas estão desalojadas, e três crianças - de 7, 9 e 10 anos - estão desaparecidas.

Após a forte erupção do Pacaya, registrada por volta das 19h pelo horário local (22h em Brasília), o vulcão começou a lançar pequenas rochas, areia e cinzas, que chegaram a um raio de mais de 100 km.

Um aeroporto fechado

As autoridades ordenaram o fechamento do aeroporto internacional La Aurora, pois a pista está saturada de cinzas e areia. Os voos estão sendo desviados para aeroportos alternativos.

Quatro povoados localizados próximo ao vulcão foram esvaziados. A chuva de areia, que na capital guatemalteca alcançou mais de 10 cm de espessura, provocou mais de 35 colisões de veículos, e dezenas de motoristas sofreram lesões leves.

O vulcão de 2.552 metros sobre o nível do mar começou a aumentar suas atividades na noite de quarta-feira (26) e a situação piorou nesta quinta. Na Guatemala há 288 vulcões, dos quais oito registram atividades.

Fonte: g1, www.g1.com.br