Residencial Jacinta Andrade: Invasores serão despejados

Residencial Jacinta Andrade: Invasores serão despejados

20% das casas vão ser destinadas aos ocupantes mais necessitados.

As 380 famílias que ocuparam as casas do Residencial Jacinta Andrade serão desapropriadas. A decisão foi tomada ontem (05), durante reunião na Agência de Desenvolvimento Habitacional (ADH), pondo fim ao impasse que já durava vários meses.

Segundo informações da ADH, das cerca de 380 residências que serão desocupadas, 20% ficarão com representantes dos atuais moradores, para que sejam redistribuídas entre aqueles que demonstrarem maior necessidade de ficar com a residência.

Os outros 80% voltarão para a ADH, que as distribuirá entre as pessoas que fazem parte da sua lista de espera. O dia e a forma como acontecerá a desapropriação das famílias será decidido hoje, durante nova reunião, entre representantes da ADH e da Polícia Militar.

?O Ministério Público do Estado não vai compactuar com invasões. A ADH tem uma determinação judicial que assegura a desapropriação e tem que cumprir a lei?, disse a representante do MPE, durante a reunião, promotora Mirian Lago.

Além destas determinações, ficou decidido, na reunião, que será instalada uma comissão que investigará as irregularidades denunciadas por moradores. ?Nosso objetivo é acabar com todas as irregularidades, começando pelas invasões. Não abrimos mão da desapropriação?, afirmou o diretor geral da ADH, Gilberto Medeiros.

Os atuais moradores das residências, no entanto, não concordam em sair das casas e foram na manhã de ontem para a frente da ADH, esperar a decisão da reunião. Eles alegam que ocuparam as casas porque não havia ninguém morando no local.

?As pessoas que ganharam as casas não foram ao local e as casas estavam desocupadas, por isso nós fomos. Nós não queremos que a ADH nos dê essas casas, nós podemos pagar por elas. Eu estou lá há três meses e nunca apareceu ninguém para reivindicar a casa?, disse Lígia Costa.

Para o presidente da Associação dos Moradores do Residencial Jacinta Andrade, João Batista da Silva, a situação é delicada e requer muito cuidado. ?De um lado estão as pessoas que têm direito às casas porque foram contempladas de forma legal com elas, do outro estão estas famílias que precisam de uma casa para morar?.

Fonte: Pollyanna Carvalho