THE: Investimento em urbanização valoriza região Centro-Norte

A construção de viadutos que facilitam o tráfego fez aumentar o valor de imóveis.

Moradores da zona Norte hoje sentem-se um pouco mais próximos do restante da cidade. A sensação de isolamento era uma constante para a população que mora na região do Mafuá, principalmente, apesar de ser este um bairro muito próximo do centro da capital.


Investimento em urbanização valoriza região Centro-Norte

Com a abertura de um viaduto que liga o bairro ao centro, os moradores já sentem diferença. A população aguarda a construção de mais dois viadutos que estão em fase de finalização.

Não foi apenas o acesso que melhorou para a população. Estima-se que, com a obra, os terrenos e imóveis ganhem uma valorização maior. ?Hoje o mercado imobiliário está em ascensão.

Uma obra deste porte pode trazer uma valorização gradativa, pois modifica as características do bairro, o que antes era só uma rua, hoje passa a ser uma via de acesso importante para a população?, conta o gerente de vendas de uma imobilária, Gleidson Pinheiro.

Socorro Pires, moradora do Mafuá, conta empolgada que as transformações no bairro, como a movimentação e o acesso, já podem ser sentidas. ?A minha casa, que estava avaliada em 200 mil reais, hoje avalia-se em 350 mil. Antes a rua já era movimentada, mas hoje já podemos sentir a diferença?, diz.

Segundo o Superintendente Executivo SDU-Centro-Norte, Angelo Cavalcante, a prefeitura irá entregar mais um viaduto que está sendo construído na Rua Anísio de Abreu, dentro de 15 dias. Os dois viadutos, em fase de construção, somam um investimento de R$ 1.151.073,69, recursos próprios do Município.

Ângelo explica que há mais dois viadutos em fase de construção na Rua Quitino Bocaiúva e Arlindo Nogueira, em convênio com a Caixa Econômica. Os quatro viadutos estão orçados em mais de 2 milhões de reais.

Cada viaduto possui estrutura em concreto armado, com duas pistas de rolamento e passeio, iluminação, sinalização vertical e horizontal, pavimentação asfáltica e drenagem superficial.

Sentimento é de integração maior com toda a cidade

A sensação da população moradora da região e de qualquer pessoa que por ali passasse é que se tratava de duas cidades diferentes, pois o bairro se dividia por trilhos. E quem desejava chegar ao centro precisava fazer um percurso grande.

É o caso de Socorro Pires, que mora da Rua Amazonas, e para chegar em sua fisioterapia próximo à Praça do Fripisa pegava congestionamento em um percurso desnecessário. "Com o viaduto melhorou demais.

Antes para chegar à clínica eu levava cerca de 10 minutos. Fazia um percurso desnecessário, hoje faço o percurso em torno de 3 ou 5 minutos", diz Socorro Pires.

Socorro também conta que a mudança trouxe uma maior proximidade com a família, já que tem facilitado o acesso à Ponte Estaiada. "Parte da família que mora no São Cristóvão tem se utilizado do viaduto, encurtando as distâncias", explica.

A Superintendente da Strans, Alzenir Porto, explica que a medida veio para tentar suplantar o problema de trânsito, além de ajudar a compor uma melhor paisagem da região.

"Hoje se tem passagem de viadutos compondo uma paisagem bonita da cidade. Antes o que se tinha era um viaduto que retirava a visão do bairro.

Hoje o novo viaduto está compondo uma nova paisagem sem agressão, fazendo os declives necessários, ninguém tem medo de passar por ali. Antes as pessoas não se sentiam parte da cidade, pois olhavam e não tinha como passar

Fonte: Sarah Fontenelle