Irmão de brasileiro morto no México diz que droga acabou com sua vida

Fernando Luís da Silva admitiu que tanto ele como irmão tiveram uma paranoia causada pelo consumo excessivo de álcool e drogas, no que resultou na morte de Dealberto da Silva

Em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, o empresário catarinense Fernando Luís da Silva (33), irmão de Dealberto Jorge da Silva Júnior (36), brasileiro encontrado morto no México, contou sobre as últimas horas passadas junto com o irmão e admitiu que os dois tiveram uma noite regada a ácool e drogas.


O corpo de Dealberto foi encontrado no último dia 10 na escadaria de um prédio de três andares, em Playa Del Carmen, próximo a Cancún. Segundo Fernando, tanto ele como Dealberto consumiram algo que acreditaram ser ecstasy e a partir deste momento toda a paranoia começou. “A droga acabou com a minha vida, a droga tirou a pessoa que eu mais amava no mundo, que é o meu irmão”, diz Fernando. Além disso, ele afirmou que só havia consumido esse tipo de drogas cinco ou seis vezes.

Os dois irmãos estavam no México para o casamento de dois amigos brasileiros, que aconteceu em Cancún. Logo após, decidiram curtir mais dias de férias em Playa Del Carmen, onde conheceram a russa Ekaterina Vasileva, que logo no início das investigações havia sido apontada como o pivô de uma possível perseguição de traficantes aos dois irmãos. Fernando fez questão de afirmar que tudo foi uma alucinação causada pelo consumo das drogas e que não tem dúvidas de que a morte de seu irmão foi um acidente. " A queda do meu irmão, com certeza, foi acidental, com certeza, acidental", disse.

O empresário contou que após o alto consumo de drogas e bebidas os irmãos começaram a alucinar com uma perseguição e foi aí que começaram uma "fuga". "A gente entrou em um condomínio e começou a correr, correr, correr, pulamos cercas, pulamos grades, pulamos um monte de obstáculos que a gente imaginava que precisava passar por aquilo ali. Chegou um ponto que eu não aguentava mais, eu estava muito cansado e eu não sabia mais o que fazer", afirmou. Neste momento, os dois se separaram. Enquanto Fernando permaneceu no local, Dealberto subiu as escadarias do prédio.  “Foi onde então passou alguns instantes e ouvi muito barulho, sirene, polícia, e aí eu pensei que poderia ter acontecido alguma coisa com ele”, lembrou o empresário. Depois disso, Fernando fugiu de volta para Cancún, onde passou dois dias  sem entrar em contato com a família. Ele afirma que "ainda estava fugindo". "Eu estava desesperado. Não sabia o que fazer. Não sabia para onde ir. Foram os piores momentos da minha vida. Foram os piores dias da minha vida".

A polícia mexicana e a Procuradoria-Geral de Justiça de Quintana Roo, Estado ao qual pertence Playa del Carmen, investigaram o caso e concluíram que a morte de Dealberto ocorreu por fratura crânio-encefálica após uma queda acidental. Segundo o procurador Gaspar Armando García Torres, "nunca existiu ameaça de sequestro e  tudo foi uma paranoia que sofreram devido ao consumo excessivo de droga e álcool". Segundo o jornal Folha de São Paulo, apesar de questionada a Procuradoria não informou se a conclusão foi confirmada pelos exames toxicológicos feitos no corpo da vítima.

Ainda de acordo com as conclusões da polícia, depois do consumo das drogas Fernando discutiu com Ekaterina, segundo o próprio rapaz "por razões sem sentido". Após os empregados do hotel pedirem calma, os dois irmão correram e se desfizeram de seus celulares e sapatos para não serem rastreados ou identificados. Após se separarem, Dealberto faleceu ao cair do terceiro andar do prédio. Relatos de um morador do prédio também foram citados no depoimento de Fernando. Richar McCarthy teria avistado um homem apoiado nas escadas do prédio, vinte minutos antes de ser constatada uma queda. O corpo de Dealberto da Silva Júnior foi cremado no México.

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Fonte: diariodonordeste