Jovem de 18 anos atingido por reboco de viaduto no Rio tem morte cerebral

Marlon Jean de Matteo, de 18 anos, seguia para o trabalho ao ser ferido.

O pai do jovem Marlon Jean de Matteo, de 18 anos, que foi atingido por parte de um reboco no Viaduto de Del Castilho, Zona Norte do Rio, na quarta-feira (3), disse neste domingo (7) que o filho tem morte cerebral. De acordo com ele, os médicos afirmaram que as células do cérebro do rapaz não podem mais se reproduzir.

A Secretaria Municipal de Saúde, no entanto, não confirma que o jovem tenha morte cerebral.

João Pedro Matteo foi até a casa do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e tenta um contato com ele. Matteo disse ainda que pretende doar os órgãos do filho.

Marlon Jean estava internado em estado gravíssimo no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, Subúrbio do Rio e chegou a ter uma melhora no fim da semana.

Como foi

Marlon seguia para o trabalho quando foi ferido, dentro da estação de trem em Del Castilho. A polícia civil abriu inquérito para investigar as responsabilidades no caso do jovem. Os técnicos da Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio (Agetransp) fizeram uma perícia no local do acidente.

A Secretaria Municipal de Obras informou que já tem projeto de recuperação do viaduto e que os reparos vão começar imediatamente, mas a estrutura não será interditada.

Mau estado

Engenheiros denunciam o mau estado de conservação de outras estruturas da cidade.

O pai do jovem reclamou do socorro, disse que os paramédicos bateram a cabeça do filho no para-choque da ambulância e também criticou o estado de conservação do viaduto, que cruza a Avenida Pastor Martin Luther King.

Outros viadutos

Este não é o único viaduto com problemas no Rio de Janeiro. Em 2006, o Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia consultiva fez uma vistoria pela cidade, e encontrou sinais de degradação na estrutura no Viaduto do Paulo de Frontin, no Viaduto da Mangueira, no Elevado do Joá, e na passagem da linha férrea, no Buraco do Padre, no Engenho Novo.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) declarou que "dos problemas apontados no estudo, somente o Elevado do Joá passou por um trabalho de manutenção, infelizmente em todos os outros exemplos os problemas só pioraram.?

Fonte: G1