Jovem pede R$ 100 mil de dupla sertaneja após perder movimentos de seu braço em acidente

Jovem pede R$ 100 mil de dupla sertaneja após perder movimentos de seu braço em acidente

Audiência para conciliação está marcada para a tarde do dia 30 deste mês.

Uma jovem de 22 anos luta há um ano na Justiça para receber indenização dos irmãos Huelinton Cadorini Silva, de 39 anos, e Udson Cadorini Silva, de 41 anos, que formam a dupla sertaneja Edson & Hudson. Ela perdeu os movimentos do braço direito depois de um acidente envolvendo o ônibus dos cantores e a moto em que estava de carona em agosto de 2009, na Rodovia Anhanguera, em Limeira (SP).

Ela pede R$ 100 mil como reparação por danos morais e materiais. Uma audiência de conciliação foi marcada para o dia 30 deste mês às 14h30. Não há previsão de data para o julgamento, que pode ser suspenso se houver consenso entre as partes.

O acidente ocorreu no dia 30 de agosto de 2009. De acordo com a vítima, que pediu para não ter o nome publicado, ela e um amigo voltavam da Festa do Peão de Americana (SP) quando foram fechados pelo ônibus da dupla. ?Estávamos na rodovia e o ônibus fechou a nossa moto. Para não entrar debaixo do veículo, meu amigo desviou e bateu em um carro. Ele não teve ferimentos, mas eu sofri uma fratura exposta no braço direito e perdi os movimentos dele e da mão?, relatou a jovem, que na época tinha 18 anos.

Ela passou por cinco cirurgias e aguarda para fazer a sexta. "Os médicos retiraram um nervo da perna para colocar no braço e também fizeram um enxerto para tentar recuperar os movimentos do braço e da mão", disse.

A jovem relatou que depois do acidente precisou abrir mão das atividades cotidianas. ?Eu fazia curso técnico de farmácia em Piracicaba (SP) e trabalhava. Depois do acidente não consigo fazer mais nada. Não consigo escrever, carregar nada com o braço. Nem mesmo passar um pano no chão. Eu me sinto uma inválida. Também fiquei sem dinheiro e tive que trancar o curso", afirmou. Ela contou que evita andar na rua por vergonha das cicatrizes no braço.

De acordo com a jovem, no dia do acidente o ônibus não parou e os responsáveis nunca prestaram atendimento ou ajuda médica. ?Fiquei com as sequelas e ninguém bateu na porta da minha casa para ajudar. No dia do acidente havia muitas pessoas no local que viram que o ônibus da dupla provocou o acidente. Eu ia deixar quieto, mas a minha vida mudou totalmente e nunca ninguém me deu amparo?, disse.

Fonte: G1