Jovem sobrevive à 3 hemorragias no cérebro e desafia medicina

Jovem sobrevive à 3 hemorragias no cérebro e desafia medicina

Ellie passou a ser monitorada duas vezes por ano para tentar prevenir mais sangramentos.

Ellie Calder, de 20 anos, vem impressionando os médicos da Inglaterra. Com uma malformação arteriovenosa que causou a formação de uma massa em seu cérebro, a jovem já sobreviveu a três hemorragias cerebrais.

Aos sete anos, Ellie sofreu sua primeira hemorragia subcranoide no dia 26 de dezembro, um dia após o natal.

? Não me lembro de muita coisa da minha primeira hemorragia, era muito pequena. A única coisa que lembro foi de não sentir mais meus braços e pernas.

Na ocasião, os pais da jovem a levaram às pressas ao hospital. Após alguns exames, Ellie recebeu alta.

Quatro anos mais tarde, enquanto estava na escola, a jovem desmaiou durante uma aula e teve que ser levada, mais uma vez, às pressas para o hospital.

Em um primeiro momento, os médicos diagnosticaram Ellie com Meningite, mas, em seguida, após realizar uma tomografia, foi constatado que a jovem tinha uma malformação arteriovenosa que resultou na formação de uma massa no cérebro.

? Foi nesse momento que descobri que tinha essa massa no meu cérebro. Foi um choque para mim e para toda minha família.

Com o diagnóstico, Ellie passou a ser monitorada duas vezes por ano para tentar prevenir mais sangramentos. A jovem também passou por um tratamento para reduzir o tamanho dessa massa em seu cérebro. Mas uma nova hemorragia a atingiu enquanto se preparava para a final do concurso de Miss de sua cidade.

? Tinha acabado de fazer minhas unhas e de me bronzear e de repente comecei a sentir minhas pernas fracas. A última coisa que me lembro é de olhar para minhas mãos enquanto tudo escurecia.

Após a última hemorragia, Ellie foi submetida a algumas cirurgias para conter a hemorragia e para aliviar a pressão dentro de seu crânio. Apesar de bem sucedida, a operação fez com que a jovem ficasse sem capacidades básicas como correr e enxergar corretamente.

?Me disseram que esses meus sintomas poderiam ser para sempre, mas, graças a Deus, com o tempo fui recuperando minha visão e minha capacidade de me movimentar direito.

Dentro de poucos meses, Ellie recebeu alta do hospital. A massa em seu cérebro ainda está presente e, retirá-la cirurgicamente é impossível. Apesar disso, a jovem diz que não deixa sua condição afetar suas vontades e sonhos para o futuro.

? Não adianta ficar pensando na minha condição e me restringir a fazer coisas por causa dela. Tento manter meus pensamentos positivos afinal, tenho uma família incrível, um namorado e um grupo de amigos que sempre estão aqui por mim.

Fonte: r7