Jovens apostam no próprio talento e movimentam economia em Teresina

Aline Lira, de 20 anos, começou a trabalhar com bijuterias e hoje, com 24 anos, produz peças para o Brasil inteiro

Ter um negócio próprio e conseguir se manter através dele é um sonho que deixou de rodear apenas a cabeça dos adultos e conquistou a mente de muitos jovens do Piauí. Estes, agora, se dividem entre os afazeres da universidades e o desafio de se lançarem no mercado. E as opções para a realização do sonho do negócio próprio são bem variadas. Muitos jovens oferecem serviços a outras empresas, enquanto os demais preferem abrir uma atividde própria, que pode ser de diversos tipos e estar localizada até mesmo em casa.

Para se ter uma ideia da quantidade de jovens que realizaram este sonho, uma pesquisa feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revelou que, no Brasil, cinco em cada dez jovens sonham em investir no próprio negócio. Em dez anos, a taxa de empreendedores no país cresceu 9,3%, e a proporção de jovens investindo em um negócio próprio aumentou 40%, no mesmo período. No Nordeste, o índice de empreendedores na faixa etária de 18 a 24 anos é de 11,2%, segundo a pesquisa.

A proprietária de uma boutique que vende roupas e acessórios femininos e uma marca unissex de camisas conta que sempre gostou de moda, formou-se na área e desde criança tinha o sonho de possuir sua própria loja de roupas.

?Eu sempre tive esse lado empreendedor mais aguçado, desde criança eu venho acompanhando minha família que também são empresários e cresci com essa cultura?. Émille, além de ser formada em moda, é maquiadora e está concluindo uma pós-graduação pelo SENAC-SP, em Criação de Imagem e Styling de Moda. Decidida a colocar todo este conhecimento em um só lugar, a jovem conta que no início fez muitas pesquisas e estudos para montar a sua loja e que o projeto a longo prazo foi feito com investimentos próprios.

?O lado bom de ter um negócio próprio é que estou inserindo um negócio novo e diferenciado na cidade, gerando renda e oportunidades. E nada de ruim, já que estou trabalhando com o que eu amo?, informa Émille ao falar sobre os dois lados de um empreendimento. Ela ainda acrescenta que é possível viver somente do seu negócio. Além da loja, ela é sócia de uma empresa familiar, um escritório de contabilidade, e, portanto, divide seu tempo com os dois negócios.

Jovem empresária do Piauí vende para todo o Brasil

Autonomia e liberdade pessoal são os principais objetivos dos universitários que decidem abrir um negócio. Para a maioria dos 6 mil jovens de 43 instituições de ensino do país que responderam a pesquisa elaborada pela Endeavor Brasil, o aumento da renda também está entre os fatores mais importantes, Aline Lira, por exemplo, é estudante de Engenharia de Agrimensura na UFPI. Aos 20 anos começou a trabalhar com bijuterias e hoje, com 24, produz peças para o Brasil inteiro e tem revendedoras em outras cidades. Com um espaço em casa, próprio para produzir suas peças, a estudante tem uma página para seu empreendimento em uma rede social para acompanhar as clientes e a moda.

Quanto ao investimento inicial, Aline fala que na época chegou a gastar em torno de dois mil reais. Porém, tal investimento não parou. E a dedicação ao trabalho é tão grande que a jovem deixou o emprego em uma loja de bolsas e sapatos, para se dedicar apenas ao negócio das bijus e à universidade. ?A moda se renova a toda estação, então algumas peças que eram moda vão ficando para trás e outras chegando. Como meu ramo é totalmente moda, tenho que acompanhar e estar sempre com novidades, pois as meninas gostam de novidades?, diz.

Fonte: DJALMA BATISTA E FLÁVIA ARAÚJO