Jovens marcam briga pela web no DF

Os adolescentes teriam marcado o encontro pela internet para um acerto de contas

A Polícia Militar apreendeu cerca de 40 adolescentes de escolas particulares tradicionais de Brasília suspeitos de participarem de uma briga no Parque da Cidade, no centro de Brasília, nesta sexta-feira (6). Outros 60 jovens teriam fugido com a chegada da polícia.

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De acordo com a PM, os adolescentes teriam marcado o encontro pela internet para um acerto de contas. Os jovens têm entre 12 e 18 anos e seriam integrantes de dois grupos rivais.

Os adolescentes apreendidos foram levados para a Delegacia da Criança e do Adolescente e foram ouvidos no final da tarde. Os jovens chegaram à delegacia em dois ônibus com capacidade para 20 lugares cada.

Até o início da noite, carros da polícia ainda faziam ronda nas imediações do parque à procura de outros envolvidos na confusão. Por volta das 19h30, vários pais de alunos já tinham ido ao local para buscar seus filhos.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Rubens Rui, a maioria dos pais alegou desconhecimento quanto ao local onde os filhos estavam. "Eles [os alunos] disseram que saíram para jogar bola ou ir para a escola", disse. Nenhum dos adolescentes ouvidos tinha passagem pela polícia.

Platéia

Alguns dos adolescentes alegaram que estavam no local apenas para assistir à briga. Um estudante de 15 anos ouvido pelo G1 afirmou que a briga no parque envolvia apenas dois garotos.

A briga entre eles, segundo a polícia, só terminou quando um dos rapazes quebrou o dedo depois de bater no outro. Até as 21h desta sexta, a polícia não havia localizado os dois rapazes. Os demais estavam lá apenas para assistir.

Segundo ele, os garotos pertencem a grupos rivais de escolas diferentes e já teriam brigado em outras ocasiões, mas sem uma platéia tão grande. "Eles saíram [da briga] pingando de sangue", afirmou.

O tenente-coronel Nelson Garcia, do policiamento do batalhão escolar de Brasília, disse que a quantidade de estudantes envolvidos com a briga surpreendeu os pais. "Foi uma supresa ver alunos de escolas particulares se reunindo para brigar", afirmou.

Fonte: g1, www.g1.com.br