Juiz da 7ª Vara Civil de Teresina suspende eleição da ABO-PI

Sebastião Filho suspendeu a realização das eleições da Associação Brasileira de Odontologia.

O juiz da 7ª vara Civil de Teresina, Sebastião Filho, suspendeu a realização das eleições da Associação Brasileira de Odontologia para o triênio 2012/2015, que deveria ser realizada ontem.

A ação movida pela chapa da oposição, que tem como candidato o odontólogo Júlio Vasconcelos, afirma que a atual presidência realiza suas eleições de forma sigilosa, fazendo com que há 30 anos a associação tenha o mesmo presidente.

A suspensão do pleito levou em conta ainda o fato de os associados não terem conhecimento do edital para a formação de novas chapas ou até mesmo a comunicação com a data a ser realizada a votação.

Segundo Júlio Vasconcelos, há mais de três anos vem tentando juntamente com a entidade registrar sua chapa para concorrer na atual eleição. ?Desde 2009 estamos nessa batalha para tentar concorrer nas eleições deste ano, já que a entidade nos impõe há trinta anos o mesmo nome a presidente, nunca possibilitando que outro nome seja colocado para concorrer com à atual gestão?, enfatizou o odontologista.

A determinação judicial alega que a forma que a atual administração da Associação Brasileira de Odontologia vem realizando suas eleições anula a democracia do seu quadro de dirigentes, já que uma eleição deve ser realizada de forma clara a todos os seus membros.

?Fiquei sabendo que da eleição deste ano através de um funcionário da entidade, que me ligou avisando que o edital havia acabado de sair, sendo aquele o último dia para ser realizada a inscrição da chapa.

Porém há três anos mando mensalmente correspondências solicitando a associação, o edital da eleição e a data que aconteceriam as inscrições das chapas, sendo enviadas mais de 55 correspondências sem uma única resposta?, disse Júlio Vasconcelos.

Ele ainda completa que a atual situação da associação é de calamidade. ?Atualmente a associação possui uma ação de despejo, por não ter pagado o aluguel, os telefones estão cortados, os alunos não tem possuem uma biblioteca para pesquisa e principalmente os professores contratados para ministrar aulas de especialização estão com o pagamento atrasado.

Tem professores que chegam a comprar o material da aula do seu próprio bolso, porque a entidade não oferece a infraestrutura necessária para o andamento do curso?, disse.

Fonte: Jornal Meio Norte