Lagoas do Norte: População aponta impactos negativos

O coordenador do Comitê Lagoas do Norte, Jairo Araújo, comenta que os problemas já começam a aparecer e podem crescer

A população da zona Norte de Teresina, junto com pesquisadores das universidades públicas do estado, está discutindo estes dias os impactos gerados pelo programa Lagoas do Norte na Região. Além do que a obra traz de positivo, os moradores apontam consequências negativas e buscam apontar soluções para estes problemas.

A temática está sendo discutida durante o Seminário Sustentabilidade e Cultura: Um Norte para Teresina, que acontece até hoje, com programação no Teatro do Boi, no bairro Matadouro. O evento reúne 13 comunidades envolvidas no Programa Lagoas do Norte, que estão unidas na defesa de direitos e construção da plena cidadania no local.

O coordenador do Comitê Lagoas do Norte, Jairo Araújo, comenta que os problemas já começam a aparecer e podem crescer, caso não se busquem medidas estratégicas para solucioná-los. ?Podemos destacar, por exemplo, a questão dos oleiros da região. Onde havia olarias, agora tem o Lagoas do Norte e com o tempo as pessoas não terão mais de onde tirar argila para fazer suas peças e isso impacta no artesanato local?, pontuou.

Os participantes deverão elaborar uma carta, que será direcionada às autoridades públicas para que sejam solucionados os problemas apontados pelas lideranças comunitárias e pesquisadores que participam do evento. ?Queremos defender o patrimônio cultural e ambiental da zona Norte e escolhemos essa região para discutir essa questão por ela ser uma das mais tradicionais da cidade e por causa dos impactos gerados pelo Lagoas do Norte?, disse.

Para Jairo, o poder público deveria explorar mais as potencialidades das regiões da cidade, no lugar de focar apenas nas necessidades e carências dessas. ?Muitas vezes, quando se pensa um programa como o Lagoas do Norte, pensa-se logo nas carências da região e deixam-se de lado as potencialidades do local. Se pensassem mais nisso, as carências também seriam solucionadas?, pontuou.

Fonte: Pollyana Carvalho