Laudo indica que causa da morte de jovem em piscina foi afogamento

Documento do Instituto Médico Legal não menciona problemas cardíacos.


Laudo indica que causa da morte de jovem em piscina foi afogamento

O caso da jovem Camila Costa Lima, que morreu após passar mal durante uma aula de natação e hidroginástica na piscina pública do Centro Esportivo da Zona Noroeste, em Santos, no litoral de São Paulo, ganhou um novo capítulo. O laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML) nesta semana indica afogamento como causa da morte e não menciona problemas cardíacos.

Segundo o delegado João Octávio de Mello, do 5° Distrito Policial de Santos, o documento do IML é vago. "O laudo não cita em momento algum nada relacionado ao coração ou problemas cardíacos. Só define a causa como morte violenta por afogamento", explica.

Em posse do laudo, o delegado vai dar prosseguimento às investigações. "Vamos intimar o responsável pelo centro esportivo, a professora que ministrava as aulas de natação e o médico que cuidou de Camila quando ela passou por cirurgia. Precisamos saber as regras de segurança na piscina, os detalhes do procedimento cirúrgico, se realmente ela tinha atestado para praticar os exercícios físicos e muitas outras informações. Esperamos que ainda nesta semana possamos ouvir a todos", conclui.

Família

Segundo Valmir javascript:void(0)Costa Lima, irmão de Camila, a família já teve acesso ao laudo do IML, portanto já sabe que o documento não indica problemas cardíacos. Mesmo assim, ele vai aguardar o resultado das investigações da polícia para decidir se entrará com uma ação na Justiça contra a Prefeitura de Santos. "Nós queremos saber o que realmente aconteceu naquela piscina, já que minha irmã não foi socorrida a tempo. Onde estavam os instrutores e o guarda-vidas quando ela começou a se afogar? Nós tivemos uma conversa rápida com a professora que dava a aula e ela disse que quando viu que tinha alguma coisa errada e pediu a um dos alunos para passar para a raia onde ela estava e tentar socorrê-la. Mas como que um aluno pode ajudar uma pessoa que está se afogando? Isso não era obrigação dos professores?", questiona Valmir.

Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, a Prefeitura de Santos informa que aguarda o término das investigações do inquérito para se pronunciar sobre o assunto.

Fonte: G1