Linha do Metrô traz riscos a motoristas e moradores na Z.S

Linha do Metrô traz riscos a motoristas e moradores na Z.S

É na Avenida Higino Cunha, zona Sul de Teresina, que a passagem do metrô traz mais riscos aos motoristas e moradores devido ao grande fluxo.

O metrô de Teresina, que liga as zonas Sudeste e Centro-Norte, passa por vários pontos da capital, sobretudo a zona Sul. Apesar de não haver estações na região a passagem do metrô traz riscos a milhares de famílias que moram nas proximidades. Mas é sobretudo o grande fluxo de veículos na Avenida Higino Cunha que tem tornado o ponto bastante crítico.

Embora a quantidade de acidentes envolvendo o metrô de Teresina e veículos menores seja bem pequena, o fluxo de automóveis na avenida está cada vez maior e tem exigido mais fiscalização e atenção no trânsito do local, tanto por parte dos motoristas, quanto por parte dos moradores. Enquanto motoristas reclamam da falta de sinalização, a própria comunidade reclama do difícil acesso ao outro lado da pista, por conta do grande fluxo.

De fato, o fluxo de veículos é intenso durante todo o dia, mas é sobretudo nos horários de pico que se vê a necessidade de organização no trânsito. Por vezes, engarrafamento que se forma obstrui a passagem do trem, que, segundo populares, chega a parar para os veículos passarem.

Elza Maria mora há mais de 20 anos próximo à linha férrea do metrô e já se acostumou com o barulho dos trilhos e as colisões de veículos. Ela afirma que muitas vezes os acidentes acontecem pela imprudência dos condutores, mas reclama que falta fiscalização para melhorar o trânsito no local.

?Os carros batem não com o metrô, mas entre eles, porque quando o da frente freia, os de trás, às vezes em alta velocidade não param. O metrô está acostumado a parar porque os carros interrompem a passagem. Ali devia ter era um guarda?, reclama.

As cancelas que eram acionadas com a passagem do trem, já não existem; quebradas há mais de quatro anos, nunca foram repostas. Outro problema está na sinalização semafórica, que apesar da estrutura estar lá, não funciona. O único aviso de fato, de que o trem está passando pelo local é o próprio barulho do transporte, o que muitas vezes acaba passando desapercebido pelos condutores.

Muitos motoristas reclamam da falta de sinalização e alguns até contam que por pouco não chegaram a colidir com o veículo. É o caso de Ângelo Santos, que há cerca de três anos quase foi vítima. ?Após ultrapassar os trilhos, ouço o trem passando, logo em seguida. Fiquei me perguntando como foi que ele passou e não teve nenhum tipo de sinalização pra alertar. Com certeza eu não sou o único a ter acontecido isso?, conta.

Mesmo que tenha ouvido o barulho do trem, depois de ter passado o cruzamento, Santos reclama das deficiências do local: ?Deveria também haver aviso visual como sinaleiras ou cancelas, ou até mesmo um guarda no local, o que não existe?, explica. A guarita da Strans ainda resiste ao tempo, no entanto, abandonada, a estrutura mostra sinais de vandalismo, como a vidraça quebrada e pichações em sua estrutura.

Fonte: Virgínia Santos