Longe da folia, profissionais não param durante Carnaval

São justamente esses trabalhadores que normalmente estão produzindo enquanto outros descansam e desfrutam do lazer com suas famílias.

Trabalhar nos feriados, sábados e domingos é a realidade de muitas profissões já que, para que serviços essenciais não faltem à população, um grupo numeroso de operários tenham que estar no batente durante os dias de folia, como é o caso do Carnaval. Entre essas opções estão garis, balconistas de locadoras, mototaxistas, locutores de rádio, operadores de áudio, garçons, padeiros, funcionários do matadouro público, mecânicos, médicos, enfermeiros, motoristas, funcionários da rede hoteleira, lojistas, vendedores, cozinheiros, jornalistas e muitos outros.

São justamente esses trabalhadores que normalmente estão produzindo enquanto outros descansam e desfrutam do lazer com suas famílias. Geralmente são pessoas que não podem ser substituídas ou trabalham em regimes de plantão. Como é o caso da técnica em enfermagem Lucirene Barbosa Dias, que trabalha no Hospital Getúlio Vargas no setor de neurologia.

?Não sou muito de pular Carnaval e amo o meu trabalho, por isso não me incomodo em estar trabalhando nessas datas. Também, como profissional da área de saúde, sei que o meu trabalho é muito importante, principalmente nesse período em que muitas pessoas saem para se divertir, dirigem, bebem e estão mais propensas a ter doenças e sofrer acidentes. A gente precisa estar aqui para socorrer e ajudar essas pessoas, é uma missão?, explica a profissional.

Se alguns profissionais como padeiros, motoristas de ônibus, taxistas, enfermeiros, médicos, entre outras profissões resolvessem parar nessas datas, a cidade também pararia. É o caso do mototaxista, Antônio Fernandes Lima, que resolveu trabalhar durante todos os dias do feriado prolongado para fazer um dinheiro extra.

?A cidade está vazia, mas a gente que é autônomo quando para também deixa de ganhar dinheiro e por isso resolvi trabalhar já que não viajei. Está sendo lucrativo porque mesmo a cidade estando vazia, as pessoas que ficaram para trabalhar também precisam se deslocar e os ônibus demoram. Tabém tem o fato que tem menos mototaxistas trabalhando e a concorrência é menor?, pontua animado.

Os trabalhadores de plantões e feriados muitas vezes não cobram hora-extra, não fazem exigência e estão sempre à disposição. Fazem parte de um setor que movimenta uma fatia razoável da economia formal e informal, com forte tendência de crescimento e estão inseridos numa categoria que já se tornou fundamental para a vida cotidiana da cidade.

Fonte: Marcilany Rodrigues