Lula abandona a cúpula do clima sem anúncio de acordo

Obama insistiu em verificação de todas as ações de corte de gás-estufa

Após reunião com o presidente americano Barack Obama, o indiano Manmohan Singh, o chinês Weng Jiabao eo sul- africano Jacob Zuma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas da ONU, em Copenhague.

Ele está voando de volta para Brasília e não falou com a imprensa antes de partir. Segundo informações de uma fonte da delegação brasileira que não quis se identificar, mas estava presente, a reunião começou na tarde desta sexta-feira (18) sem o presidente Obama. Os líderes do chamado Basic (grupo formado por Brasil, África do Sul, Índia e China) mantinham uma reunião entre eles.

Já com a presença dos cinco líderes, o principal ponto de divergência entre as partes foi a questão da verificação de ações de redução de emissões de gases do efeito estufa sem financiamento externo.

China aceitaria inspeção de programas financiados com dinheiro externo; Estados Unidos insistiram em verificação de todo e qualquer projeto Os EUA defendem essa verificação ampla, alegando a necessidade de transparência . Em seu discurso nesta sexta, ele disse que não “faz sentido” financiar projetos sem transparência.

“Não sei como terão um acordo internacional se não compartilhamos informação", disse. Países em desenvolvimento, como a China, rejeitam a verificação de todas e quaisquer ações por questão de soberania. Discutiu-se, ainda sem conclusão, a criação de um sistema de fiscalização que fosse aceitável para todos.

Outro ponto menor de diferença foi a adoção ou não do limite de 2°C de aquecimento global em relação ao período pré-industrial. A conversa foi “franca e construtiva”, de acordo com a mesma fonte. Obama, ao deixar a reunião, foi questionado por uma jornalista da Rede Globo se as negociações avançaram e ele fez um sinal com os dedos indicando que teriam avançado “um pouco”.

Negociadores dos países participantes da reunião seguem trabalhando em um novo texto que será apresentado à plenária da conferência para análise dos outros países, informou o integrante da delegação brasileira.

Fonte: g1, www.g1.com.br