Lula articula jogo da Seleção contra Israel e Palestina

De acordo com o presidente, o jogo seria um importante símbolo de que ambos querem a paz no Oriente Médio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo que está articulando com os governos de Israel e da Palestina a possibilidade de realizar no ano que vem um "jogo da paz" entre o a Seleção de futebol do Brasil e uma seleção mista composta por jogadores de Israel e da Palestina.

De acordo com o presidente, o jogo seria um importante símbolo de que ambos querem a paz no Oriente Médio. "Estou visitando a região entre 10 e 16 de março. Estou trabalhando com a ideia de fazer o jogo da paz, como nós fizemos no Haiti. Aí é preciso encontrar um lugar que seja neutro. Mas já há disposição dos dois de montarem uma seleção meio a meio de cada país, se der, vai ser muito importante", disse o presidente.

Segundo Lula, os líderes de ambos os países demonstraram simpatia pela idéia. "A ideia, que ainda precisa ter a resposta da própria CBF porque a gente não sabe o calendário, é apenas uma idéia. Seria a Seleção Brasileira contra o combinado Israel- Palestina. Conversei com Shimon Peres (Israel), conversei com o presidente da autoridade palestina e estou esperando os dois, os dois mostraram simpatia", afirmou.

O presidente ainda brincou dizendo que poderia participar do jogo. "Já há disposição dos dois de montarem uma seleção meio a meio de cada país. Se der uma colher de chá, quem sabe eu não jogo? Eu posso jogar de centro-avante em Israel, ou, eu poderia ser meia-armador".

Lula - que esteve reunido nos últimos dias com o presidente de Israel Shimon Peres, com o líder palestino Mahmoud Abbas e se prepara para receber amanhã o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad ¿ falou sobre a importância do Brasil como intermediador de conflitos no Oriente Médio.

"Fico extremamente feliz que o Brasil possa numa mesma semana, ou entre o prazo de 10 ou 15 dias, possa receber o presidente de Israel, o presidente da autoridade palestina e o presidente do Irã. Isso mostra a diversidade das relações internacionais do Brasil", afirmou.

Caso Battisti
O presidente se recusou a comentar qual será sua decisão em relação ao ex-ativista italiano Cesare Battisti.

"Não comento Battisti porque não recebi sequer a decisão da Suprema Corte. Quando eu receber, eu vou tomar a decisão, ou seja, todo mundo já deu palpite no caso Battisti, agora a decisão é minha. Na hora em que eu tiver, eu digo pra vocês", afirmou.

Fonte: Terra, www.terra.com.br